3, janeiro – 2025

Sexta-feira- musculação ao ar livre. Fim de temporada no sítio. Amanhã vamos embora.

Aniversário de 7 anos da neta 01, gravamos o canto de parabéns com bolo simples.

Cheguei na página 200 de Graça Infinita. Livro incrível, impossível explicar e entender. Tem mais de 1.400 páginas.

Zero zazen há dias. Não acho falta.

Pix de 500,00 para a neta 03, número 11.

Sábado, 28

Tiggo dia 28 14,69 38,94 3,69
Almoço  127,17
Sorvete 25,00
Café 35,80
Proença   285,65

Acordar cedo, café, abastecer, compras, aguar as plantas do apartamento, deixar a chave para cuidadora, carregar o carro.

Viagem comprida, das 11 às 17h

Milu e suas artimanhas

Já contei aqui das consultas e diagnósticos de minha gata Milu, atualmente com 20 anos de idade.

Um animal velho, mas saudável.  Está lenta, dorme muito mais, entretanto mantém suas funções adequadamente: come, toma água, vai certinho na caixa de areia – às vezes erra, é verdade, mas não por não ir e, sim, por não terminar o que pretendia fazer e, consequentemente, deixar uns resíduos pela casa.

Mas isso é outra história.

A questão é a seguinte: a aparecimento e crescimento de um abcesso no calcanhar direito, há um ano.

Era uma bolinha e transformou-se numa bolona.

A consulta inicial há três meses indicou a necessidade de consultar um cirurgião.

Lá fui eu e a resposta é: fazer biópsia.

Foi feita, 80 reais. Uma semana depois, o resultado: carcinoma, maligno, indicação de cirurgia para remover, custo de 3.500 reais, zero garantia.

Na melhor das hipóteses amputar a pata traseira; na pior, não resistir à anestesia e cirurgia.

Respondi que iria pensar.

Pensei, conversei em casa, procurei a dra.Natália – que cuida desses assuntos para Milu.

Conselho: não mexa, deixe o animal terminar sua vida naturalmente. Afinal, 20 anos para um gato é muita coisa.

Tudo bem. O tratamento restringiu-se a um anti-inflamatório diário por 90 dias.

Foi o que fizemos.

E o abcesso? Continuou crescendo até quatro dias atrás, quando observei que estava supurado porque ela estava lambendo e rompeu a pele.

Isso causou-lhe dor e passou a mancar, sem poder tocar a pata no chão.

Uma ocorrência num sábado à noite, véspera de feriados, ou seja, onde tratar?

Procurei a dra.Natália: de licença médica.

Resolvi esperar. E acertei. Acomodei-a comigo, passou a noite do meu lado para dona B poder dormir.

No dia seguinte, continuou mancando mas aceitou comer e tomar água. Levei-a no colo para a caixa e ela urinou.

Boa notícia: quando o animal faz tudo isso é porque vai continuar a viver.

Dito e feito. O tumor foi retrocedendo – como se diz no Paraná, foi churigando.

Virou uma casca escura e seca.

No dia, seguinte, surpresa! Encontrei o tumor arrancado no chão. Ela tinha rompido a casca à custa de lambidas, mas ficou um buraco horrível, sangrento, deformado.

Fazer o quê?

Observar os movimentos dela: andou devagar, procurou o pote de comida, tomou água, foi na caixa de areia, ou seja, agiu normalmente.

Então a história é essa. De um dia para o outro a ferida horrorosa foi secando e reduzindo o tamanho do buraco.

Hoje, quinta-feira, passados quatro dias, estamos com ela sossegadinha e de olho na cicatrização.

As fotos são horríveis mas estão aqui.