Pêsames

Comentários do dia a dia

Dias atrás li no FB o comentário de falecimento de alguém aparentado com O O Barbosa, ao mesmo tempo que a notícia estava no Portal RDX, que espio todos os dias.

Descobri que se tratava de uma sobrinha de B, filha de seu irmão S, uma jovem senhora de 45 anos, vítima de câncer.

Tenho contato com B via Whatsapp, onde ele periodicamente me envia aquelas mensagens do tipo autoajuda – entremeada com trechos de espiritismo – às quais respondo com uns bons dias e uma que outra observação.

Assim, apressei-me em enviar as condolências. Respondeu-me logo mas com não mais que três palavras “Obrigado, meu amigo”.

Fiquei um pouco intrigado com a resposta tão curta. Percebo agora que há alguma tensão familiar envolvida. O casamento de S e S parece que terminou há muito tempo e a amizade entre os irmãos está comprometida.

São palpites meus, sem comprovação.

Treino de hoje: musculação e rodagem curta de 2km. Calor intenso, impossível rodar na rua. Fico abrigado na garagem, corri no mesmo lugar e fiz polichinelos para aquecer. Depois, só erguer pesos e maltratar a barriga com abdominais.

Domingo, 28

Os assuntos polêmicos começam a serenar. Nada como um dia após o outro. E uma noite no meio, dizia meu pai.

A menina vai estender a permanência externa à espera do agendamento para o exame.

Enquanto isso, fica distante. E o pai atende as crianças e nós auxiliamos.

As atividades diárias são divididas entre nós, sem que eu perca nenhum treino.

Esse é meu método para não enlouquecer ou me tornar submisso, tipo aqueles machões machistas que, com a velhice, amolecem e se tornam uns bananas. Aqui não, violão…

Terminei de revisar os textos – acho que já escrevi isso – e recebi outros nove. Estou trabalhando neles algumas horas por dia.

Treino de hoje : 8km macios mas que me deixaram exausto. Fiz das 8 às 9, em jejum total, levando só água.

Agora, quase cinco e meia, preparei o mate. Mas às seis e meia reúno-me com o pessoal do RS para a meditação.

Tenham todos um bom domingo, em segurança, com suas famílias e duas boas lembranças.

Sábado, 27 de junho

Uma história lamentável

Utilizo novamente esta expressão, que é título de um livro curto de Dostoiewski, para contar mais uma história lamentável ou tragicômica.

Sempre acontece comigo essas complicações, as quais credito à ansiedade de dona E, ao se defrontar com as ocorrências do dia a dia, que podem acontecer a qualquer pessoa.

Vamos aos fatos.

Anteontem, pela manhã, ela me chamou no quarto onde falava ao telefone com sua irmã. Esta, chorando, contava que finalmente a mãe tinha morrido, depois de longo sofrimento.

Como assim morrido se já se fôra há quatro anos? Pois é, dizia, hoje não achei mais ela no quarto onde levei o café. Acho que morreu finalmente.

E onde ela está? Está enterrada, descansou, etc e tal.

Uma conversa confusa, misturando sonho e realidade. Descobrimos que, ao fazer uma consulta devido a rinite alérgica, a médica receitou um medicamento diferente que alterou sua percepção, tendo um surto psicótico. Assim, entra e sai da realidade e passa umas horas em outra esfera suprarreal.

Entonces que bateu o desespero em dona H querendo a todo custo ir embora. O que não é possível nem fácil nessa atual situação. Dependeria de trocar novamente as passagens, com os sempre pesados encargos, além de não ter garantia do voo, que é vendido mas nem sempre sai.

Se conseguisse chegar em Campinas, ainda teria que fazer o retiro de 15 dias regulamentares, para novo voo a Curitiba, sem ter certeza de não contaminação. Ou seja, uma situação extremamente arriscada para as duas, de grupo de risco pela idade e saúde débil. A segundo está magérrima, deprimida, com crise de pânico e sei mais o quê.

Para encurtar a história, consegui segurar o ímpeto e passar o problema para os parentes próximos delas – poucos e velhos – mas que estão dando uma atenção, que normalmente seria da irmã.

Hoje, uma prima levou-a a uma consulta que tranquilizou o time porque parece ser apenas alucinações causadas pelo tal remédio, já abandonado.

Vai ficar sob os cuidados de uma antiga diarista e duas primas velhotas até que passe o efeito desse psicotrópico, levianamente receitado e, pior ainda, aceito sem dar uma espiada básica na bula.

Imaginem que, então, passam os dias a telefonar uma para a outra, a outra para a seguinte, esta para cá, daqui para lá.

A parte cômica, com perdão do deboche, foi o início da história quando a personagem inicial ligou para o porteiro avisando que tinha um cadáver no apartamento. Calculem o alvoroço porque o empregado é novo no pedaço e acreditou na primeira. Se outro fosse, perceberia que não fazia sentido. Mas já era tarde e a notícia espalhou-se pelo prédio até ser desmentida pelos moradores antigos, que acalmaram a freguesia.

Como dizia meu pai, desgraça pouca é bobagem. Assim, tenho outro episódio para contar, que é o seguinte:

No dia seguinte a esse episódio, ali pelo meio-dia, a menina daqui volta aos prantos para casa, vindo da academia onde passa a manhã toda em atendimento.

Quando acalmou-se, conseguiu contar que um grave acidente de trânsito aconteceu em frente da porta da academia, quando uma jovem frequentadora de 17 anos, ao manobrar o carro novo subiu naquela lombada que delimita os lugares de estacionar. O carro ficou enroscado. Temendo a bronca paterna (os pais estavam justamente dentro da academia na aula seguinte), chamou por telefone um amigo para ajudar a desenroscar o veículo. Esse garoto de 19 anos tentou orientar e entrou parcialmente embaixo para espiar o estrago, mesmo com o motor funcionando.

Não é preciso contar muito para adivinhar o desfecho trágico. Em vez de acionar a ré (esse modelo automático não tem mais a alavanca, opera só por botões no volante…) o carro saltou violentamente para a frente passando por cima do menino, que ficou preso sob as rodas.

Nesse instante a menina estava se preparando para vir embora e presenciou toda o ocorrido. Ligou para o resgate, que em sete minutos já estava tomando conta da situação. Mas o detalhe importante: enquanto não chegava socorro ela debruçou-se junto à vítima e ficou amparando e segurando sua mão na tentativa de acalmar. Um gesto generoso mas com consequências.

Por que? porque o garoto testou positivo para Covid-19 nos exames preliminares ao entrar no centro cirúrgico para ser operado, vitimado por fraturas nas duas pernas, no quadril e hemorragia interna. Mantido em coma induzido, deve ficar uma longa temporada – meses, parece – mas já atualizando, fora de perigo de vida. A família é de posses e vai arcar com uma dívida milionária.

Mas já sinalizou não haver nada contra a pessoa jurídica da Academia, visto ser enquadrado como acidente de trânsito. Não há responsabilidade cível neste ato.

Como ela ficou muito próxima de sua respiração pode ter se contaminado nesta ocasião.

Resumindo: ao saber desta questão do vírus, saiu de casa indo para um hotel por alguns dias até fazer o exame necessário.

Cá estamos nós às voltas com essas encrencas. Coisas da vida como sempre digo. Basta estar vivo para estar sujeito a tais e outras agruras.

Hoje já fiz meu treino externo de 6km e amanhã terei mais. E vamos também para a meditação diária, onde encontro equilíbrio para a paz interior. A paz e a felicidade estão dentro de nós.

Black, by Pearl Jam

Oh, and all I taught her was everything
Oh, I know she gave me all that she wore

And now my bitter hands
Chafe beneath the clouds
Of what was everything
Oh, the pictures have
All been washed in black
Tattooed everything

I take a walk outside
I’m surrounded by some kids at play
I can feel their laughter
So, why do I sear?

Oh, and twisted thoughts that spin round my head
I’m spinning, oh, I’m spinning
How quick the sun can drop away?

And now my bitter hands
Cradle broken glass
Of what was everything
All the pictures have
All been washed in black
Tattooed everything
All the love gone bad
Turned my world to black
Tattooed all I see
All that I am
All that I’ll be, yeah

I know someday you’ll have a beautiful life
I know you’ll be a star
In somebody else’s sky, but why? Why? Why
Can’t it be, oh, can’t it be mine?

Preto

Pilhas de telas vazias
Peças intocadas de argila
Foram espalhadas diante de mim
Como o corpo dela um dia esteve

Todos os cinco horizontes
Girando ao redor de sua alma
Como a terra ao redor do Sol
Agora o ar que provei e respirei
Se tornou diferente

Oh, e o que ensinei a ela era tudo
Oh, eu sei que ela me deu tudo que ela possuía

E agora minhas mãos amargas
Se esfolam abaixo das nuvens
O que foi tudo tudo isso?
Oh, as imagens foram
Todas banhadas em preto
Tatuando tudo

Eu saio para passear
Estou cercado por algumas crianças brincando
Eu posso sentir suas risadas
Então, por que eu desanimo?

Oh, e os pensamentos distorcidos que giram em volta da minha cabeça
Estou girando, oh, estou girando!
Quão rápido o Sol pode ir embora?

E agora minhas mãos amargas
Embalam cacos de vidro
O que foi tudo isso?
Todas as imagens foram
Todas banhadas em preto
Tatuando tudo
Todo o amor tornou-se mal
Transformou meu mundo em escuridão
Tatuou tudo que vejo
Tudo o que sou
Tudo o que serei, sim

Eu sei que algum dia você terá uma vida linda
Eu sei que você será uma estrela
No céu de outro alguém, mas por quê? Por quê? Por quê?
Não pode ser, oh, não pode ser no meu?

Quarta-feira, 24

Dia de São João, dia de festas de memorável lembrança na Adespe ou no Clube Ideal, fazendo par de quadrilha com colegas de escola.

Doces lembranças de acontecimentos tão distantes mas jamais esquecidos.

Treino de hoje : apenas musculação, não tive coragem de rodar na rua visto que a temperatura chegou a 35 graus.

Segunda e terça, 22 e 23

Ontem, segunda, o treino foi 3km de caminhada.

Estava bem cansado ainda do calor e do treino de domingo. Fiz a caminhada no circuito interno no condomínio dos avós, às 17h, enquanto as crianças com a mãe e a avó estavam na piscina.

Tendo levado os apêros, fiz um mate caprichado para refrescar.

Hoje o treino foi de 5km leves logo às 8h porque o calor promete ser forte.