
Meditando


Noite gelada, amanheci encolhido de frio.
Treino programado de 6km mas ainda não o fiz. Esperando a menina com meu estoque de meias, ela só apareceu às 11h.
A essa altura, eu já tinha tomado mate e estava me aquecendo ao sol.
Ela trouxe as meias, mais erva-mate, frutas, bolo de fubá que fez ontem, lápis de cor para dona Z colorir aqueles cadernos de distração.
Tive mais notícias do primo médico. Continua internado e, segundo a esposa, em estado crítico.
Conversei sobre isso com meus irmãos.
Agora são duas da tarde e me conforto com a leitura de Garcia Marquez e seus trechos sublinhados, que me remetem a tantas emoções.

Fim de mês: fazer o balancete da Associação, fechar as contas pessoais, correr 5km, tudo isso antes do meio-dia.
Perdi um par de meias de corrida de estimação da seguinte forma: lavei-as ontem após o treino e hoje ainda não tinham secado.
Coloquei no microondas em 1 minuto, depois mais um e fui para o terceiro. Aí secaram tanto que pegaram fogo.
Resultado: treino com tênis e meias sociais pretas. Foi o jeito.
Fim de tarde: andar 800m com dona J
O que fiz ontem, quinta-feira: dei um passeio na cidade com os seguintes objetivos:
Farmácia: comprar Zinpass para o colesterol, Dorflex para dor no lombo pois a contratura voltou, lenço de papel.
Passei na Associação e peguei um livro budista, um banquinho e um zafuton para meditar.
Deixei no prédio de um amigo a encomenda que lhe trouxe dos EUA.
O passeio demorou porque na metade do caminho de ida percebi que tinha esquecido a tal encomenda e precisei voltar.
Às 4 da tarde fiz o treino de corrida, novamente 4km apenas.
Mate e meditação na sequência.
Leitura à noite até adormecer e sonhar com Deus e todo mundo, numa mistura incrível.
Hoje reiniciei meus treinos por conta e risco. Mas foi apenas uma rodagem leve de 4,5km iniciada com uma caminhada de 500m e, na sequência, mais rapidamente.
Pedi à menina que me trouxesse os tênis que gosto. Comprei dois pares nos EUA mas não quero começar com eles aqui nesta região de muita poeira. Esqueci de trazer as meias de corrida, então estou improvisando com um par de algodão, mais grosso e inadequado para esporte.
Nada de muito especial, é possível exercitar-se e divertir-se sem muita aprontação.
Ao contrário do que estava habituado, aqui preciso usar máscara ao ar livre para não destoar das pessoas que encontro e chamar muito a atenção. Mas é complicado porque a umidade da boca e nariz fica presa e vai encharcando o tecido.
Mas logo me acostumo com isso. Nada é definitivo, tudo pode ser mudado e adaptado, sem neuras.
Almoço simples, feito em casa. Uma noite excelente de sono, neste lugar silencioso e sem gato ou cachorro ou crianças. Só os velhotes aqui, cujo maior barulho é roncar de vez em quando.
Estava muito bom com os netos e a família mas ficar a sós também é bom. Ontem fui dormir mais tarde pois fiquei a ler pela enésima vez a sempre agradável história de “O amor nos tempos do cólera”.
Tenho observado que leio de tudo um pouco o tempo todo e logo esqueço o que li. Sempre é uma novidade quando reabro um livro. Não é bem esquecer mas não guardar muito detalhadamente o que se passa nas histórias.
Não me preocupo com isso, é apenas a constatação que a vida vai mudando a cada dia.
Quatro da tarde: dona B quis andar. Lá fomos nós, devagarinho, com muita dificuldade. Foram 500m em 17min, até um jabuti conseguiria nos ultrapassar. Mas foi o possível de ser feito. Ela está muito mal das articulações, queixando-se de dores e travamento.
Devido à falta dos remédios, o quadro desandou. Vai ser uma trabalheira para ganhar um pouco de melhora.
Ontem já fui à farmácia para completar o que faltava. E trouxe-lhe também amendoim japonês e mimosas para que se alegrasse um pouco.
Outras atividades: renovar a CNH, vencida em maio. Paguei as taxas e agendei o exame de vista. Custo total de 156 reais para mais 3 anos.
Bastou confirmar o pagamento e surge a mensagem na tela do smartphone: prorrogado o prazo de renovação devido à pandemia.
Perdi o serviço e o pagamento. Mas antes da quitação não havia nada no aplicativo, pois uso a carteira digital tanto da habilitação quanto dos documentos do carro.
Agora é tarde. Vou fazer o exame no dia 11 às 12h30 e ainda pagar 99 reais para o médico.
Sempre que possível, arrancam o dinheiro da gente sem dó.

Ontem a menina foi nos buscar no aeroporto, fez compras, ajudou com a bagagem, fez almoço para nós, deixou tudo em ordem e voltou para casa.
Fui descansar um pouco às 4 da tarde e acordei hoje às 9h30.
Sempre fui de dormir bastante mas desta vez superei as expectativas.
Agora estou bem descansado e lidando com a carteira de motorista vencida, pela internet. Terei que fazer aquele exame inútil numa clínica no dia 12 de agosto.
Vou ficar por aqui até dia 9, ou mais, se a reforma do genro não terminar.
Prefiro que fiquem no meu apartamento até o fim, com seus gatos, enquanto permaneço de boas com dona J por aqui.
Fica mais caro mas tenho mais liberdade e sossego, sem elevador, vizinho, porteiro, interfone, barulho.
Desejo pronto restabelecimento por aí, com todos com saúde e muita paz.
Em caso de tristeza ou depressão, esvazie os pensamentos da mente. A meditação ajuda a obter o equilíbrio e paz interior. Orações também são aliadas para o coração sem angústias.
A aflição, a raiva, rancor e tristeza são pensamentos. Não duram.
Paz e harmonia sempre.