Sexta-feira, 14

Treino de hoje: musculação adaptada, em casa, apenas com o peso do corpo, o que já é bastante.

Desde que voltei ainda não consegui me pesar pois não tenho balança aqui.

Mas, espiando no espelho, certamente, na melhor das hipóteses, estou com o mesmo da chegada, ou ganhei um pouco mais.

Motivos: volta ao cardápio caseiro e treinos reduzidos. Domingo, em casa, tiro isso a limpo.

Calor hoje chegando aos 31 graus. Seco e quente. Sossego em casa, terminando a estada por aqui.

Hoje temos novamente a meditação das 19h30. Sempre às sextas-feiras, ao encerrar, há o convite para uma conversa informal ou a apresentação de alguém com dotes artísticos, tipo cantar, tocar um instrumento, fazer uma palestra rápida.

Hoje será nossa vez (o irmão 1 e eu) falando sobre nosso histórico no budismo zen. Fatos curiosos da nossa trajetória de 30 anos de vínculo, o que já vivenciamos, criamos, administramos.

Não sei se o pessoal vai curtir. Às vezes pensamos que estamos agradando mas nem sempre é verdade.

Quinta-feira, 13

Para os supersticiosos hoje é um dia aziago: 13 de agosto e, por pouco, não é sexta-feira.

Para mim é um dia ótimo, igual aos outros. Basta estar vivo e já sou feliz.

Melhor ainda fazendo meu treino às 9h, sob sol e calor, subidas e descidas no câmpus, em total de 5km.

Levei dona D para a tradicional mini-caminhada tomando sol.

Deixei-a acomodada e fiz a volta completa em 33 minutos.

Terminado o trecho, ajudo-a a entrar no carro. Está com bastante dificuldade hoje, bem travada.

Insisto em que se alongue cuidadosamente.

De volta para casa, alongamento, higienização pessoal e das roupas, tomar mate e esquentar o rango, o mesmo de ontem.

Agora vou descansar e pensar na vida.

Quarta-feira, 12

Treino de hoje: caminhada de 4km. Mas andei só três porque não conferi a planilha antes de sair de casa.

Tudo bem, não fará diferença no total. Mas foi o suficiente para dona Z me chamar a atenção e criticar que sou desatento e “ficando esquecido”.

Acho que ela fica observando se já mostro sinais de senilidade, Alzheimer ou caduquice.

Sinto informá-la que foi apenas falta de atenção e ainda vou longe e funcionando tudo.

Levei-a comigo para tomar sol e andar um pouco na praça. Andou minimamente: não tem condições físicas para mais de alguns metros principalmente desacompanhada.

De volta, parei para comprar água mineral de 20 litros, nove reais. Entre outros tantos receios e desconfianças, ela também tem medo de água da torneira.

Encomendei um dos meus almoços preferidos: feijoada.

Fui todo mascarado buscar na janela do restaurante. Lá dentro, lotado com garçons atarefados a servir inúmeros fregueses.

Semana passada fiz este mesmo pedido, no mesmo lugar, no mesmo horário e não havia ninguém.

O povo está se soltando de boas.

A imobiliária mandou duas cobranças urgentes da conta de gás atrasada do inquilino anterior. Abri preocupado.

Os valores: uma de R$ 8,51 e outra de R$ 0,19

A vida segue com sustos e assuntos de zero importância.

Boa tarde, pessoal. Vou lagartear um pouco.

Segunda-feira, 10

Dia de pagar contas : condomínios, treinadores, consultor, academia. Não sobrou nada.

Nem poderia pois faço a conta rigorosamente no dia 25 anterior de maneira a terminar zero a zero.

O que poupo já fica lá no dia 25 e o saldo vai para as despesas regulares.

Para quem não tem muito o que fazer, como eu, era só o que faltava se perder nos números ou ficar devendo.

Há anos levo isso com muito cuidado para viver sem sobressaltos.

Treino de hoje : 5 km leves. Convidei dona R para um passeio mais distante, deixei-a na praça tomando sol e fiz minha rodagem habitual.

De volta, enquanto preparo o mate, o corretor ligou dando conta de um candidato a locar o apartamento pequeno, com um desconto.

Fechei na hora. Nesses tempos bicudos vale a pena receber menos a ficar pagando as despesas mensais.

Ainda arranjei tempo para cancelar o exame de vista da CNH de amanhã. Com a prorrogação da validade por tempo indeterminado não há razão para se expor em clínicas e ainda levar o dinheiro trocado exigido, 92 reais na mão.

Escrevi para a locadora Airnb relatando o fuzuê de ontem protagonizado por um vizinho velhote maluco a ameaçar algum outro reclamão.

Respondeu-me rapidamente lamentando. Lógico, afirmei que não poderia fazer uma boa avaliação do local apregoado como tranquilo e seguro havendo um louco armado querendo atirar à toa.

Ofereceram-me devolver as diárias se pretendesse sair antecipadamente. Respondi que não a menos que o lamentável episódio se repetisse.

Aí, sim, ergueria o charque de imediato. Não sou valente a ponto de lidar com malucos desse tipo.

Mas perdeu a graça ficar por aqui. Essa energia negativa não me faz bem. Dona G percebeu de imediato meu desassossego.

Vou aguardar até amanhã.

Domingo, 9

Treino de hoje: 6,5km de rodagem leve às 9h.

Dia dos Pais, almoço com a filha e o genro aqui conosco. Ela trouxe os outros ingredientes, o refrigerante e a sobremesa.

Conversa boa e longa. O guri ligou pelo app e rimos mais que conversamos.

Cumprimentei todos os meus amigos pais e liguei para o irmão 2 mas não entendi uma palavra sequer.

Agora saíram para visitar a mãe dele. Um vizinho desta casa aqui chegou alterado, buzinando sem parar para lhe abrirem o portão. Outro vizinho deve ter reclamado e este surtou, falando palavrões e fazendo ameaças de dar tiros, sem parar com os xingamentos.

Morar em casa tem as vantagens e desvantagens. Essa é uma delas.

Feliz Dia dos Pais a todos. Um abraço. Agora vamos à meditação novamente.

Sábado, 8

Treino bom logo cedo. Não tão cedo assim, às 9h. Mudei o itinerário, saindo do câmpus e indo para a área residencial. Uma longa subida de 2km mais 500m, fazendo a volta e retornando pelo mesmo caminho, com 2km descendo mais 500m planos até chegar em casa.

Subi devagar, desci depressa. Para baixo todo santo ajuda.

Como de hábito, fui em jejum, com apenas o café preto. Na volta, só água, seguido do chimarrão habitual. Almocei forte a comida simples.

Amanhã comemora-se o Dia dos Pais e dona H começa a se agitar, logo “cortada” pela filha. Ainda não é tempo de reuniões arriscando contaminação.

Ontem, sexta-feira, a meditação tradicional é composta da prática, seguida de alguém palestrando assuntos variados. Desta vez estava uma antropóloga que viveu longos anos na Ásia e Micronésia, além de lugares da África.

Ao final da reunião, os cumprimentos. Quando me viu no quadradinho do vídeo, exclamou “nossa, que surpresa, o I.. irmão de um dos maiores antropólogos brasileiros”.

Agradeci o cumprimento com uma reverência.

Excepcionalmente neste dia ele não estava participando. Mas a homenagem foi clara.

Sinto-me orgulhoso de tantos membros importantes na minha família.

Daqui a pouco iniciaremos nossa reunião tradicional dos sábados, com uma hora e meia de duração. Hora de paz e tranquilidade, silêncio sem pensar em nada, virado para a parede, absolutamente só. Isto é zazen. Recomendo para quem estiver interessado em buscar paz dentro de si.