Terça-feira, 25

O frio está arrefecendo. Já estou me sentindo melhor e mais disposto.

Fiz compras de supermercado de manhã, às 10h, enquanto a menina trocava as guarnições das janelas, aqueles cordões de feltro que fazem a vedação.

Agora à tarde, 15h, faço meus exercícios caseiros. Dona G também faz os dela por vídeo com o treinador.

Segunda-feira, 24

Dia muito frio. Desanimador. Saí às 9h, passei no caixa eletrônico para depositar mensalidades da Associação, comprei uma lâmpada fluorescente para a cozinha por R$13,90 e sacos plásticos de lixo por R$37,00.

Saí da loja e esqueci a lâmpada no balcão. Voltei após cem metros para resgatá-la.

Ontem fui à farmácia e esqueci de levar a carteira, obrigando-me a voltar em casa e recomeçar a viagem.

Instalei a lâmpada. Guardei os pacotes de sacos plásticos. Limpei as três caixas de areia dos gatos. Liguei para a cunhada a fim de cumprimentá-la pelo aniversário de 69 anos.

É triste comemorar o aniversário sozinha, numa segunda-feira, com todo esse frio.

Esperei até 3 da tarde para arriscar meu treino mixuruca de 4km na grama.

Voltei com fome, comi bastante pão com pasta de berinjela. Lavei minha roupa e fui escrever e ver TV.

Desisti da TV e liguei para minha irmã, conversa de uma hora inteira.

Amanhã pretendo sair de novo. Vou ao relojoeiro resgatar meu relógio DG que deixei em fevereiro. Tomara que ainda esteja lá.

Preciso passar na ótica para consertar os óculos reservas.

E ainda tenho o treino funcional.

Acho que darei conta de tudo porque já organizei o orçamento mensal, com os pagamentos e as aplicações das sobras.

É isso. Estou cheio de planos e tarefas para amanhã e para o futuro.

Saúde, pessoal. Alegria, a vida é bela.

Domingo, 23 B

Escrevi que não ia sair. Almocei bem, tentei ver um filme, senti uma lombeira daquelas.

Deitei mas só serviu para sentir frio nas canelas.

Resolvi ir à farmácia para tomar a terceira dose de Vitamina B12, programada para antes dessa pandemia.

Foi bom para sair um pouco de casa, de carro.

Uma espetada no traseiro e 9 reais após, estou acomodado novamente.

Agora, como todo idoso normal, tou tomar meu prato de sopa de legumes e sossegar o pito.

Sábado, 22

O dia mais frio do ano aqui. Quase perdi a coragem novamente de fazer o treino. Mas fui, às 8h50, sob 10 graus Celsius.

E rodei 8km penosamente, sob frio e vento, disputando espaço com os “sem noção” com máscara no pescoço ou sem.

Às 10h já estava abrigado, lavado, hidratado, aquecido mas já tendo higienizado minha roupa e limpado os tênis.

Aqui é assim, tudo no capricho e na hora.

Almoço forte de feijoada , seguido agora da meditação com minha turma daqui, e na companhia da gata Milu, quietinha o tempo todo.

Ainda vou fazer mais uma sessão às 18h30 com a turma de Porto Alegre.

Sexta-feira, 21

Que dia gelado. Perdi a coragem de me exercitar e vou ficar encorujado o dia inteiro.

Modo de dizer pois saí três vezes. Fui à farmácia buscar o remédio número 9, de 330 reais para 30 dias.

Se dona H vai tomar direitinho é outra história. Mas minha parte já fiz.

Passei no supermercado para compras tradicionais e esqueci das encomendas para a feijoada.

Resolvi sair novamente apesar da chuva e frio.

Completei as compras e agora vou finalmente me acomodar.

Quinta-feira, 20

Treino de hoje: 5km de rodagem moderada com subidas. Foi mais difícil que pensei. Bufei já na primeira subida do parque apesar do dia frio e nublado.

Os parques estão liberados com horário reduzido, uso obrigatório de máscara e outros procedimentos de segurança.

Aproveitei para fazer esta rodagem depois de seis meses distante daqui.

Mas foi bom para matar a saudade e respirar o ar limpo da mata.

Os bebedouros estão lacrados assim como os sanitários. Desse modo é preciso se preparar com mais cuidado antes de sair de casa, pelo menos já hidratado.

Fui em jejum, apenas com água, mas foi tudo bem.

Agora o lance é ficar em casa sossegado e aguardar o horário da meditação, entremeado com minhas leituras e um pouco de prática do violino, assustando a gatarada.

Quarta-feira, 19

Atividades do dia: trocar a bolota do câmbio do meu carro véinho, que desmontou-se inteira.

Comprei on-line pela Americanas por 24 reais. Um pouco de trabalho e umas bordoadas firmes e se ajeitou no lugar.

Quem não quis obedecer hoje foi o carregador do celular. Lidei a manhã nele e nécas de funcionar.

Resolvi assim: como deveria fazer o treino de 4km de caminhada, fui até o centro para comprar um cabo novo por 20 reais.

Ainda parei na farmácia para comprar mais um dos sete remédios diários de dona R.

Lá se foram mais 28 reais.

Terça-feira, 18

Saí de casa, de carro,  duas vezes hoje.

A primeira para fazer compras de supermercado. Sozinho porque dona G  prefere não se arriscar.

A segunda para fazer  meu treino  de musculação adaptada, sozinho

Dentro de casa não funciona. Não há espaço e não tenho privacidade.

Recurso: fui à sede da Associação, onde aproveitei para pesquisar uns dados antigos de nossa história para fazer uma mini-palestra mais à frente.

Na volta parada na farmácia para refazer o estoque de dona T.

Em casa, dou um trato nos meus violinos, há tempos guardados. Afinei-os e toquei um pouco, assustando a gatarada.

Na verdade, espantados ficaram os dois novos porque a velhinha de 16 anos nunca se incomodou e agora pareceu-me que está ficando surda.

À noite temos que manter uma luz acesa permanente porque ela não acha a caixa de areia e os potes de água e ração.

Ficar velho dá nisso: começamos a errar, esquecer, enganar-se, atrapalhar-se com miudezas.