Sábado, 5

Esse foi antes das sete da manhã. Um ótimo treino, moderado mas eficiente.

Em jejum mas com remédios em dia, a pressão após estava perfeita em 12×8.

O resto do dia em casa, com as duas reinando pra lá e pra cá.

Ainda saí para algumas compras às 11h30 antes do mate.

À tarde, descansei, escrevi, corrigi, li. Para em seguida, na estratégia de distrair a hóspede, fazer outro mate e jogar dominó e bingo até a hora da meditação.

Conversei com os manos, com a notícia que o primo médico já saiu do hospital, já saiu de SP e está voltando para casa. Fracote e vários quilos a menos mas vivo.

Sexta-feira, 4

Histórias de ontem ainda: na hora do jantar, às 19h30, fui percebendo que ela estava empalidecendo, típico de quem vai desmaiar. Medi-lhe a pressão, estava muita baixa em 8 x 5. Preparei um copo de água com açúcar e sal, atendi para que não apagasse. Melhorou levemente. Resolvi sair e comprar um isotônico. Quase tudo já fechando, ainda encontrei um boteco, comprei um Powerade, que foi a salvação.

Já salvei dona O em outras ocasiões com este artifício.

Fiquei de vigia até nove e meia da noite e voltei para o hotel. Hoje de manhã – sexta-feira – estava mais animada e confessou que tem muito medo de tudo e de todos, sente angústia generalizada e outros pequenos sofrimentos.

Acredito que ficando conosco, tendo paciência e dando acolhimento vai sentir-se melhor.

E já estou observando um progresso hoje durante a viagem para casa, que seria o pior momento. Mas deu tudo certo. Foi uma viagem tranquila, pouso suave e pontual e a menina foi nos buscar. Na chegada encontramos o mate e almoço prontos. A reunião foi agradável, tentando segurar dona F e seus conselhos sobre tudo e todos.

Não vai ser fácil cuidar de uma e segurar a outra.

As crianças ligaram. O menino, feliz, por ter ganhado uma vara de pescar. A mãe foi voto vencido mas o pai, de tradição esportiva, ganhou a disputa. A esperança da mãe é que o guri vai se desinteressar logo porque não é de ficar parado e pescaria é um esporte silencioso e paciente.

Quinta-feira, 3

Acordei às 5h com o temporal forte. Medi a pressão: 15 x 9, repeti e continuou alta.

Desci para o café, uma decepção. Em outros tempos era caprichado na arrumação, tudo com cara de fresquinho e novo.

Hoje só de passar perto já percebi a decadência: tudo “de ontem”, poucas frutas, nenhum suco.

É o retrato atual, tudo de baixa qualidade. Menos os preços. Estes sempre progredindo.

Esperei a chuva parar e voltei à visita anterior. A aparência dela estava deplorável. Fiz-lhe companhia e alguma conversa até às 9h.

Peguei um Uber até a casa do irmão 2, fiz-lhe uma visita rápida, louvei-lhe a aparência mais serena, deixei-lhe o pacote de biscoitos de centeio feitos e enviados por dona T.

Andei até a casa dos irmãos 3 e 4, meia hora de caminhada agradável.

Um mate caprichado, conversa longa, ganhei erva-mate crioula e sabonetes de erva-mate também da feira de Samas, entreguei-lhe biscoitos (bolachas?) de centeio igualmente.

Outro Uber e almoço simples em casa.

A corretora chegou pontual, espiei o apartamento, meio mal cuidado, mas só olhei alguns detalhes e fiquei ouvindo aquela conversa tradicional sobre as inúmeras vantagens deste negócio.

Agora vamos ver outros dois neste mesmo prédio.

São todos iguais obviamente, diferindo apenas no estado de conservação, com louças e alguns armários antiquados, excelentes para começar fogo numa churrasqueira.

Para fazer negócio não é defeito. Ao contrário, bom para pechinchar e usar a diferença na reforma com sobra.

Já fiz disso em outras ocasiões com bom resultado.

Mas ficamos só na fase do “faz favor, muito obrigado, dá licença, vamos ver” e que tais.

A conversa séria vem numa fase posterior. Por enquanto só na conversa.

Comuniquei os fatos à dona V e fui fazer um mate, contar mais histórias e esperar a hora da meditação.

Agora são 21h45 e já arrumei a guaiaca para amanhã. Vou me acomodar.

Boa noite a todos e todas.

Quarta-feira, segunda parte

Cá estou nos lugares de sempre, viajando e me hospedando igual ao de sempre.

A viagem aérea foi tranquila e pontual, descida macia, desembarque normal. Chamei o Uber Select, veio um carro melhor, motorista educado e tranquilo.

Check-in às 11h30, pagamento adiantado, banho rápido e troca de roupa, início da visita ao meio-dia.

Uma aparência lamentável da anfitriã: aspecto doentio, triste, magreza de chamar a atenção.

Fiz um mate e aceitei o almoço desanimado.

Parti para a estratégia de contar causos e agitar as conversas. Aos poucos pareceu-me que reviveu.

Saí agora de lá, tendo mantido a conversa o tempo todo e também pedi Madero pelo delivery, o que trouxe-lhe um pouco mais de energia e disposição.

Amanhã farei uma visita rápida aos brothers e em seguida marquei com a corretora para ver um apartamento à venda neste mesmo prédio. Vou espiar o estado em que se encontra e, se me agradar, iniciarei a pechincha até o sufoco total.

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Quarta-feira, 2

Completamos hoje 43 anos de matrimônio, sem festa, sem presentes, somente os cumprimentos pessoais.

Acordei às 5h pensando na viagem às 9h30. Ajeitei os assuntos diários e saí às 7h para o aeroporto. Tinha combinado da filha me levar mas ela se manifestou quando já tinha chamado o Uber.

Tudo bem, até preferi, pois daria mais trabalho que ajuda. Não é prático nem seguro sair de um endereço, vir me buscar e voltar no trânsito pesado cedo.

Solicitei a opção Select mas não havia. Veio o simples numa lata velha, carro empoeirado, motorista de bermuda e camiseta de futebol, não saiu para ajudar na bagagem.

No meio do caminho pediu para parar no sanitário do posto de gasolina. Não sinalizou setas, não respeitou a velocidade máxima da estrada. Uma esculhambação total. É o retrato da situação atual do Brasil, infelizmente.

Agora estou no aeroporto lotado, como se tudo estivesse bem. Espero ir e voltar sem me contaminar.

Terça-feira, 1 de dezembro

Hoje não aconteceu nada de atividades físicas. Já acordei cansado, sono agitado com pesadelos.

Normalmente saímos andar ou tentar andar um pouco às 8h mas dona G nem quis se mover, com dores fortes.

Passei a manhã toda em casa, às voltas com textos novos, longos, cansativos, trabalhosos.

À tarde, deveria fazer a musculação e andar 2km. Calor, sol forte, pressão no modo “sobe e desce”.

Dediquei-me a arrumar a bagagem, reservar o hotel da esquina. Não vou me hospedar na casa da irmã de dona R por motivo de distanciamento social.

Meu contato será o mínimo possível, o suficiente para acompanhá-la na viagem de volta.

Deixei tudo organizado e a bagagem pronta para quarta-feira de manhã.

Meditação, assistir TV, tomar os remédios, escrever meus relatos, conferir as contas. Tudo certo, tudo em paz.

Segunda-feira, 30

Fim de mês, pagar as minhas contas, pensar no que vem em dezembro.

Começando com o treino de hoje: 6km com subidas às 7h, já sob calor forte.

Na sequência, tentar uma caminhada com dona B mas não deu. Ela mal chegou à esquina, não tinha a menor condição. Com fortes dores, voltamos mais lentamente que o costumeiro.

Tomei café e os remédios. A pressão antes estava em 14x 8 e após o treino e medicação caiu para 9 x 6.

O dentista ligou me “convidando” para fazer o procedimento nesta quinta-feira. Esperei dois meses por isso para agora marcar na data que não posso devido ao compromisso da viagem.

E não seria nem ele a operar mas um colega sob supervisão pois ele continua com as sequelas do acidente.

Uma hora após, religou oferecendo a data de 8 de dezembro, feriado, mas vão trabalhar.

Aceitei e consegui remarcar o retorno da cardiologista para o dia anterior, 7, segunda-feira.

Resumindo: vai ser uma semana intensa, de quarta a terça com viagem, consulta, antibiótico e cirurgia.

Minha esperança é a proteção de Santo Expedito.

Domingo, 29

Dia de eleição. Fomos às 8h, de carro desta vez. Sem condições de ir andando hoje, está com mais dificuldade a cada dia. Tensão, sempre tensão com tudo que a cerca.

Almoço normal, ficou tudo de acordo como ela queria. Não dou palpites e ainda elogio o resultado. Tudo certo.

O casal veio na hora certa e passaram a tarde conosco. Foi tudo bem.

O guri ligou de manhã, está mais animado porque faltam poucos dias para voltar.

Notícias agradáveis que chegam via comments.

Sexta-sábado, 27 e 28

Ontem foi aniversário de minha irmã, comemorando 64 anos. Parabéns e feliz aniversário. Lembro-me do dia de seu nascimento quando meu pai foi à farmácia do seu Albino Breginski para comprar chupetas.

Todo ano relembro essa história para ela. Nasceu pelas mãos de dona Estefânia Janoski, em casa.

No dia anterior não entendi o porquê de me mandaram ir dormir na casa de meu primo, em frente ao Cine Guaíra.

Treino de ontem: zero. Era para fazer 6km mas precisei ir e voltar duas vezes ao centro para imprimir uns documentos para a corretora. Lá se foi a manhã quase toda e mais 6,5km andados, incluindo aí alguns metros com dona F logo às 8h.

Terminada essa andança, estava cansado e lavado de suor.

Saí às 13h, levando dona Y para fazer compras com vistas ao almoço de domingo, quando quer convidar a filha e seu husband para vir aqui.

Optou por bacalhoada, comprou tudo que precisava, gastei uma nota preta.

Em casa, começou a considerar que era pouco o bacalhau, cerca de 1,2kg.

Resultado: hoje, após rodar 8km neste calorão, voltei à quitanda e trouxe-lhe mais 1kg. Com certeza vai sobrar.

Meu treino foi bom até o km 4, quando tropecei numa raiz e me estatelei no chão, ralando a palma da mão e joelho esquerdos, sem gravidade. Mas está doendo até agora.

E a pressão? Tomo o remédio dia sim, dia não. Quando sim, meço 10 x 7 e quando não a marca é de 14 x 9.

E assim vai, para cima e para baixo. O bom mesmo é ir para a frente e para o alto.

Amanhã, domingo, segundo turno da eleição para prefeito. Estarei lá bem cedo.

Bom domingo a todos, com um temporal feroz todas as tardes. E muito calor também.