Dia sossegado em casa, com telefonemas a alguns amigos, irmãos e filhos.
Dia chuvoso, entremeado com períodos de sol. Tudo bem.
Terminei e despachei os textos corrigidos, saí novamente para compras. Todo santo dia preciso buscar alguma coisa no supermercado ou quitanda.
Fui antes do mate para poder tomá-lo sossegado às 11 horas.
Dona F e irmã andaram um pouco lá fora. O tratamento caseiro já está dando os primeiros frutos: a pressão subiu um tantinho, tem dormido sem interrupção, conversa um pouco mais, subiu de 36 para 38kg, já aceitou cortar e pintar o cabelo em solução caseira.
Eu também ganhei peso nesses dias. Não que quisesse ou merecesse mas já cheguei novamente aos 77kg.
Hoje completam-se cinco dias da cirurgia. Esses remédios têm me causado retenção de líquido, visivelmente pelos edemas nas mãos e tornozelos.
Não vejo a hora de voltar aos meus treinos e afinar o rosto e a pança.
Amanhã vou andar, e se possível trotar um pouco, na distância de 5km devido à inscrição que já tinha feito há tempos para uma prova virtual nos Estados Unidos.
A gente corre e manda uma foto do cronômetro e do GPS para confirmar.
Esta prova é organizada por uma ONG de resgate de animais, presidida por uma parente de dona H, e com o apoio da Academia da filha.
A arrecadação é destinada ao custeio desses animais de rua.
Liguei para o irmão 2 e este, mesmo com dificuldade, contou-me uma história divertida dos seus tempos de professor no litoral do Paraná.
Estava ao lado de um colega professor, já meio surdo, durante a inauguração do busto de um figurão da escola.
Uma professora discursava e eles dois ali próximos, até meio próximos demais do microfone.
Quando assim do nada o surdo falou alto, olhando a tal professora “nossa, como o tempo fode as pessoas…”
Sendo impossível disfarçar o constrangimento em razão do palavrão e da sinceridade, as risadas explodiram…