Terça-feira, 10

Passei a manhã toda em casa e fiz o treino de musculação caseira.

Saí agora às 15h, neste dia claro e de sol, muito agradável. Até os incômodos sumiram.

Fui até a Rua XV, andei um trecho, entre no banco, cheguei na Galeria Andrade.

Comprei pudim de aipim para levar aos irmãos 2 e 4, em visita até o fim da tarde.

Tudo sossegado por aqui, sem grandes movimentações.

Segunda-feira, 9

Passei o dia em visitas aos irmãos. Indo e voltando de carro, como há anos não fazia.

Nada de novo nessa atividade mas fica o registro lembrando de tempos antigos quando vinha e voltava assim.

Comprei 6kg de Legendária para o guri levar para seu novo endereço.

Conversei horas a fio com os três irmãos. Sempre os mesmos assuntos e as mesmas histórias.

Aqui também é muito bom de estar e rever meus lugares de passagem.

Tudo certo, tudo em paz.

Domingo, 8

Cheguei em C após uma viagem tranquila, sem sustos, confortável no carro novo.

Saí às 9h e cheguei às 15h, com duas paradas rápidas para drenagem.

Não comi nem bebi nada até chegar aqui. Tudo certo, tempo bom, céu claro, calorzinho.

Bati-me um pouco para entrar na cidade pois há uma obra gigante na chegada, com uns desvios que levam a lugares que não conheço.

Com o apoio do Google Maps acertei o caminho e cheguei sem incidentes.

Sexta-feira, 6

Atividades do dia: caminhada de 3km, levar as duas ao supermercado para compras que levaremos para C, praticar a musculação caseira, ligar para os irmãos, levar dona W para fazer o exame anual da mácula.

Isso foi às 15h30 num consultório longe daqui, na rodovia.

A atendente começa: trouxe o “pedidinho”? preciso de um documentinho, sente aqui um pouquinho, abra bem os olhinhos, encoste o queixinho…

Credo, que mania agora de falar tudo no diminutivo. Menos a conta, bem grande.

Aguentei firme, enquanto escrevia no Instagram respondendo uma saudação de LFMBarros, trocando algumas lembranças de cinquenta anos atrás.

Quinta-feira, 5

Trouxe a irmã para a consulta final, número 10.

Não quer mais continuar, mostrando um ar de alívio por se ver livre deste compromisso.

Fazendo as contas, gastou quase 5 mil para entrar e sair do mesmo jeito.

Não observamos nenhum progresso no quesito alegria de viver. Mantém-se abúlica, expressão corporal zero, malmente responde aos questionamentos da irmã, trata-se com cerimônia, zero de intimidade.

Não considero que está certa ou errada. É o jeito dela de viver e não é de hoje.

Estamos combinados para ir daqui para C no domingo, dia 9, Dia dos Pais.

Hoje abasteci o carro com gasolina a R$ 5,5 o litro em vez de etanol como sempre faço.

A intenção é percorrer os 500km daqui até C sem parar.

Quarta-feira, 4

Reiniciando a fisioterapia, sessão número 11, às 9h, com muitos exercícios fortes. Saí moído.

Antes de lá chegar, apesar do frio, deixei as duas no centro da cidade para irem a uma loja de roupas de senhoras.

Resolveram comprar on-line, foi tudo certo, mas estranharam os tamanhos. Por isso, trataram de ir trocar, no que foram bem sucedidas.

A alegria de dona Y em zanzar duas ou três quadras é igual a de uma criança ao ganhar um presente.

Terminada a sessão, passei buscá-las onde as deixei. A irmã, com cara de velório, entra muda e sai calada. Mas não é de contrariedade e, sim, de apatia ou tristeza ou aquela absoluta falta de alegria que se percebe em pessoas deprimidas.

Estamos fazendo planos para viajar no próximo domingo, para deixá-la em casa e seguimos até SC para ficar uns dias com o guri.

A animação de dona T é imensa mas sua irmã tem a expressão corporal inalterada.

Amanhã é a sessão final com a terapeuta e a sensação da paciente é de alívio, por se ver livre disso tudo.

Coisas da vida, é o que sempre digo.

Agora vou interromper aqui para a sessão de musculação ao ar livre com meu treinador.

Outra novidade: acessei o Plano de Saúde e me cadastrei no sistema de telemedicina e já fiz uma consulta on-line para tirar dúvidas sobre a história do remédio para o trato urinário.

Achei muito bacana o atendimento, com uma jovem médica educada e gentil, me orientando com bastante determinação. Foi uma experiência muito interessante, ficando livre de salas de espera, de estacionamento, de trânsito. Tudo rápido, claro, conciso.

Histórias

Ontem, às 11h30, costumeiramente liguei para o irmão 2. Atendeu-me a cuidadora: ele está deitado, quando toma o remédio principal fica prostrado durante a hora.

Deixo-lhe lembranças. Não, ele vai atender, ele sabe que é você e fica esperando sempre neste horário.

Tudo bem, vamos lá. Conto-lhe alguns detalhes dos dias anteriores, faço-o rir.

Não entendi quase nada de suas respostas, com a voz sumida. Faz de conta que conversamos.

Foi-se para o paraíso canino a cachorrinha do irmão 2, depois de viver 15 anos dividindo a presença com o apartamento vizinho, da irmã.

Parece bobagem, mas é sempre triste uma perda de um ser com quem se convive tanto tempo.