Terça-feira, 17

Várias atividades: comprar cuia nova e bomba para despachar via Sedex para o guri levar para o novo endereço.no hemisfério norte.

Trocar o chuveiro queimado aqui, comprando material e fazendo a instalação.

Fazer o treino de musculação caseira.

O frio reduziu-se e está mais confortável agora.

Domingo, 15

Tudo igual a ontem. Não saímos para nada.

Café da manhã estendido até às 11h, empurrando o almoço caseiro para as três da tarde.

À noite, encomendei comida japonesa. Não sou muito chegado nessa parada mas foi mais para divertir a turma. Estava até muito bom.

Amanhã vamos embora. Não é seguro deixar a irmã dela sozinha muitos dias.

Sexta-feira, 13

Tudo sossegado por aqui. Em casa, com frio, aquecendo-se com as conversas e companhia do filho. Saímos para almoço aqui perto e voltando logo. Nada a fazer a não ser um café bem quente, as leituras e curtir o ambiente.

Lá fora, o jardim molhado da chuva. Olho pela janela e lembro das muitas vezes que estive por aqui, em outros endereços dele, mas sempre numa casa de madeira perto do mar. É onde ele se sente feliz.

Daqui a duas semanas vai enfrentar uma longa viagem, para a mudança nova de ambiente, de país, de endereço, de trabalho novo.

Vai ser feliz, sem dúvida. Seu caminho é iluminado.

Quarta-feira, 11

Amanheceu chovendo aqui. Pouco, mas choveu e esfriou.

Fui ao supermercado levando a irmã de dona Z.

Com uma lista na mão, comprou tudo diferente, trazendo o que já havia em casa. Levou outra bronca ao chegar. Eu, não. Só fui de motorista. Agora, a dona da casa é ela e deverá se organizar sozinha.

Mas parece que não vai ser bem assim um sucesso.

O irmão 4 sugeriu uma entrevista com o terapeuta dele, holístico e sensitivo, sem medicações.

Gostaram da ideia, marcaram para amanhã à tarde.

Como não estarei aqui, ela até aceitou a companhia dele para levar, acompanhar, apresentar.

Achei que foi um grande progresso. Este irmão é muito gentil e prestativo. Espero que ela aproveite a oportunidade.

O quadro é sombrio: uma pessoa que esquece detalhes, que repete as perguntas, que confunde números e horários.

Tem um celular pré-pago que a todo instante coloca créditos e não liga nunca para ninguém.

Hoje pedi para ela ligar da rua e a gravação dizia que estava sem crédito.

E agora? Tem ou não tem? Funciona ou não funciona?

As respostas costumeiras: não sei, acho que sim, acho que não, não me lembro, acho que fiz, acho que não fiz.

Amanhã viajamos e ficará sozinha até o início da outra semana. Tomara que Santo Expedito cuide bem dela em nossa ausência.