Amanheceu chovendo aqui. Pouco, mas choveu e esfriou.
Fui ao supermercado levando a irmã de dona Z.
Com uma lista na mão, comprou tudo diferente, trazendo o que já havia em casa. Levou outra bronca ao chegar. Eu, não. Só fui de motorista. Agora, a dona da casa é ela e deverá se organizar sozinha.
Mas parece que não vai ser bem assim um sucesso.
O irmão 4 sugeriu uma entrevista com o terapeuta dele, holístico e sensitivo, sem medicações.
Gostaram da ideia, marcaram para amanhã à tarde.
Como não estarei aqui, ela até aceitou a companhia dele para levar, acompanhar, apresentar.
Achei que foi um grande progresso. Este irmão é muito gentil e prestativo. Espero que ela aproveite a oportunidade.
O quadro é sombrio: uma pessoa que esquece detalhes, que repete as perguntas, que confunde números e horários.
Tem um celular pré-pago que a todo instante coloca créditos e não liga nunca para ninguém.
Hoje pedi para ela ligar da rua e a gravação dizia que estava sem crédito.
E agora? Tem ou não tem? Funciona ou não funciona?
As respostas costumeiras: não sei, acho que sim, acho que não, não me lembro, acho que fiz, acho que não fiz.
Amanhã viajamos e ficará sozinha até o início da outra semana. Tomara que Santo Expedito cuide bem dela em nossa ausência.