Sexta-feira, 20

Uma caminhada mais longa hoje me deixou com dores generalizadas nos piriformes.

Abusei andando 8km, tendo ido à avenida Iguaçu para comprar Legendária, às 9h30.

A loja estava fechada. Esperei um tempão e desisti. Andei até o Mercado Municipal, espiei tudo e não encontrei o que queria.

Depois do almoço voltei de carro à avenida. Compra feita, passei no supermercado para pegar mais umas encomendas.

Em casa, às 15h, fiz o treino de musculação apesar das dores nas pernas.

Revisei um texto curto e xarope, saí novamente para ir à Loja do Tobias, aqui perto, antiga Lojas do Pedro, de saudosa memória.

Comprei uma cuscuzeira pequena por 80 reais mais fubá grosso, farinha de cuscuz, pão e laranja para levar amanhã.

Fiz um mate novo para descansar.

Mas saí novamente até o Shopping M aqui perto para buscar três Madero e jantar com muito gosto.

Para completar, meditação das 19h20 às 21h.

Arrumei meus bachêros e bugigangas antes de aqui me acomodar, ler e escrever estas bobagens.

Quarta-feira, 18

Hoje começou bem: sol, céu azul, sem frio. Saí logo cedo para comprar material para reinstalar o chuveiro: fita isolante, veda-rosca, chave de fenda.

Voltei, instalei, testei, nota dez.

Saí para ir ao barbeiro: 50 reais na Galeria Ritz para tesourar uns fiapos e contar muitas histórias.

Conheço este profissional há muitos anos e, a cada retorno, refazemos as histórias.

Na volta, comprei outro bolo-pudim para presentear o irmão 2, na visita que farei na rua Rafael Greca depois do treino de musculação caseira.

O GALO ou O PRIMEIRO PASSO. Há uma expressão popular que diz assim: esse aí, ouviu o galo cantar mas não sabe onde…Usando esta metáfora, podemos dizer que a maioria das pessoas que vão pela primeira vez num centro zen espera que o zen lhes mostre o galo, onde supõem que está a sabedoria ou a solução para as suas vidas. E o encontro com este galo místico passa a ser o objetivo de suas vidas. Passam a praticar, às vezes arduamente, a fim de encontrar o galo. Atravessam banhados, se arranham nos espinheiros errando por toda a mata à procura daquilo que acreditam que finalmente vai explicar o mistério do cosmos e fazer com que sua vida seja feliz. E assim durante anos, às vezes, durante toda a vida ficam procurando o galo…Constroem torres de observação, inventam chamarizes, mapeiam toda a mata, ficam peritos em galos e cantos de galos, enfim empregam muito engenho e arte para facilitar a busca pelo galo.E com isto podem se tornar mestres em procura de galo ensinando aos outros todas as técnicas que inventaram para procurá-lo. Eles próprios nunca viram o galo, mas não perderam as esperanças e continuam a procurá-lo e a ajudar os outros nesta busca. E assim, todos juntos, vão levando a vida, sempre procurando o galo, sendo pessoas úteis e louváveis.Até que chega o dia, sempre inesperado, sempre sem aviso, em que uma descoberta extraordinária é feita. Não uma descoberta racional, mas algo mais profundo, que envolve todo o nosso ser.É a descoberta de que éramos nós que estávamos cantando o tempo todo, de que não há galo nenhum cantando lá fora. Não há nada a procurar fora de nós. Este é o primeiro passo. Somos completos. A partir daí tudo muda. Com a consciência de que não dependemos de nada externo, de que está tudo em nós, vem uma calma muito grande. Não culpamos mais os fatores externos pelos nossos problemas, mas procuramos em nós mesmos as causas do que nos acontece. Cessamos completamente a nossa busca externa e nos voltamos para nós mesmos no momento presente.Não é que sejamos perfeitos, mas somos completos. A partir deste ponto estamos prontos para iniciar a jornada de descoberta de que não somos separados do todo, de que “inter-somos” com tudo. De que não há ninguém cantando nem ninguém ouvindo o canto, pois não há dualidade. O universo inteiro é o canto.Mas descobrir que não há nenhum galo cantando lá fora é o primeiro passo. Dozen Muni sensei