
Estante do guri


1-Caro sobrinho
Vi as fotos de seu novo trabalho; você é, sem dúvida, motivo de orgulho para toda nossa família! Deus te abençoe nesta nova e brilante etepa de tua vida, conquistada com mUito esforço e dedicação.
tio j
2-
Querido Tio J…:
Muito obrigado pela mensagem afetuosa, fiquei muito feliz com suas palavras! São elas que motivam seguir em frente aprendendo. Cheguei aqui em Oregon literalmente de “mala e cuia” mas também com uma boa reserva de erva –não há outro jeito de vencer os desafios dessa nova fase da vida. Veja, por favor, na foto em anexo da minha nova estante, se estou preparado!
Obrigado novamente pela mensagem. Espero que o senhor esteja bem, rodeado de gatos e netos!
Muitas saudades, grande abraço,
M…, sobrinho
1-Gostei muito do e-mail que você enviou ao tio J. Muito bem.
Educado, atencioso e com um excelente toque de humor ao mencionar erva-mate, gatos e netos. Eu não teria feito melhor. Parabéns!
2-Pois olha… muitobrigadinho, fiquei feliz que ele tenha escrito tb. Espero que esteja bem, na medida do possivel.
Numa nota não relacionada, acabou de vir um cara aqui instalar um telefone na minha sala. Conversando sobre a vida, me disse que ele lidera um grupo de corrida aqui em Newport, com pessoas que correm de 5, 10, 15, 21km –estou pensando em ir la dar uma olhada, quem sabe é um bom jeito de conhecer gente e começar um hobby. Esse cara treina mesmo é pra 100 mile run –e agora ta treinando para uma de 260 miles!
Antes de vir pra ca, em Floripa, encontrei o Nivaldo, aquele professor meu da UFSC. Ele perguntou de vc, se vc ainda esta correndo. Ele tb tem treinado bastante pra maratona e pedaladas longas.
Correr e se exercitar sempre parece ser o unico jeito de ficar velho bem –ou bem velho, tanto faz.
3-Ninguém escapa de ficar velho. Correndo você não vai ficar velho antes do tempo porque a medida ainda é pelo calendário. Já pelo espelho a percepção é outra. Faça uma tentativa de se enturmar. Eu não consegui vencer a fobia social. Gosto de treinar sozinho. Mas há quem prefira fazê-lo em grupo. Experimente, não custa nada. Faço meus exercícios todos os dias. Atualmente, sem correr, para tratar deste pequeno estiramento do tendão do reto-abdominal. Tão logo a Ft B… me autorize, volto com tudo. As provas ainda estão longe no horizonte. Sem problema, gosto mesmo é do exercício diário.
260 milhas! há pessoas que fazem coisas inimagináveis enquanto outros fazem só besteiras. Choose the right way.
Ótima temperatura para sair e caminhar. Andei 5km, um pouco dolorido dos exercícios de ontem.
Parei no supermercado para comprar limpador de móveis, a pedido de dona V.
Na entrada sempre há pessoas pedindo uma ajuda ou outra. Hoje não foi diferente. Uma família composta de avó, mãe e duas crianças.
Abordavam cada freguês, mas de maneira leve. Ninguém dá atenção.
Pediram um litro de leite. As crianças tinham tomado café? Não.
Comprei pão, queijo, presunto, leite, banana e maçã.
Entreguei, agradeceram com um Deus lhe abençoe.
Agradeci e perguntei das crianças: Lucas e Amanda, de 3 e 2 anos.
Despedi-me com “cuidem bem dessas crianças”.
Quatro da tarde: levei dona T ao dentista para fazer um reparo de um trechinho quebrado. O dentista não quis cobrar. Ofereceu de cortesia. Agradeci. Marcamos a retirada do conjunto superior para análise e reforma na próxima semana. Valor de 15 mil reais. Segue o baile.
Sessão 15 num dia frio e eu com a lombar travada. Fui andando para aquecer as canelas e me fez bem.
Fiz vários exercícios pesados, voltei andando, parei na farmácia para comprar os remédios de dona Q e cheguei a tempo do mate e almoço.
Dona Y está faceira com as fotos que o guri manda, contando das novidades.
Mais uma conhecida de longa data se foi esta semana. Tinha visto no jornal mas Ben me conta por WhatsApp, incluindo a irmã dela, a mais velha F, em tratamento.
Dia de pagar o DARF número 4 de 8 parcelas. Tudo certo. Pagamento feito. Pago com satisfação porque meu guri até hoje recebeu várias bolsas do CNpQ e da CAPES para pesquisas e estudos.
O dinheiro sai dos impostos pagos pelo povo para inúmeros assuntos, entre os quais esses dois que mencionei.
Os três filhos estudaram em universidade pública de qualidade, financiada por estes impostos.
Uma mão lava a outra, dizia meu pai, e o sabonete lava as duas.
Hoje passei horas fazendo uma correção de texto diferente: um primo de dona H resolveu fazer a biografia da família.
Pediu a todos os vivos que mandassem um trecho de cada um, juntando fotos dos descendentes.
Imagine a salada literária. Ofereci-me para dar um jeito no conjunto. Trabalho complicado mas consegui chegar vivo ao fim.
Agora, beirando 6 da tarde, vou fazer um pouco de exercícios e alongamentos.
Está frio aqui. Não gosto disso.
Dona E dormiu a noite toda sem se mexer. Pelo menos não percebi nada.
Saltei da cama às 6h para atender a gata e fazer café. A irmã apareceu com a tradicional cara de assustada.
Tranquilizei-a e continuei meus assuntos.
Dona W acordou-se ainda tonta, amparei-a para sair da cama, levei ao banheiro, organizou-se. Ajudei com o banho e trocar de roupa.
Estou agora aguardando minha vez na fisioterapia número 14, se não errei a conta.
O sol está saindo forte novamente. Acho que vai ser um dia agradável. Às 16h farei consulta de retorno ao nefrologista mas estou mais tranquilo nesse departamento.
Bom dia, pessoal. Ânimo, porque a vida é bela. Mas agora, para nós setentões, mais curta.
Quatro da tarde: na sala de espera do nefrologista. Vamos ver o que acontece.
Um dia complicado. Normalmente é um sossego mas desta vez dona T começou a passar mal de madrugada, com enjôo, tontura, náusea, mal estar generalizado.
Está ocorrência não me era estranha, já houve várias iguais em circunstâncias diferentes.
Desta vez não sei qual foi o gatilho porque há vários: mudança abrupta de temperatura pois viemos de dias gelados para calor intenso até anteontem, quando o tempo mudou para chuva e frio; outro assunto que a atormenta é esta irmã e seus episódios de esquecimentos e pequenos atrapalhos; para completar, a mudança do guri e suas aventuras.
De modos que passei o dia às voltas com essa história, atendendo-a nas idas ao banheiro, preparando chá, dando remédio, acudindo os enjoos.
Ainda saí para compras, ajeitei a louça, tratei da gata, arrumei a cama, fiz-lhe mingau de aveia, cortei fruta, etc. e tal.
Enquanto isso a irmã com cara de velório e zero iniciativa, no modo “barata tonta”.
Que dia enrolado. Só aproveitei mesmo meus dois horários de meditação, dos quais não abro mão.
A boa notícia é que o guri chegou ao destino após uma viagem pra lá de longa, iniciada ontem às 14h30 e finalizada hoje às 21h30.
Nada de novo. As atividades de sempre, às voltas com os treinos caseiros, as preocupações caseiras, a viagem do guri.
Chegou o sábado com chuva, finalmente. O calor forte sumiu, o ar ficou leve e limpo.
O guri viajou, começando hoje às 15h, de Fp para Sp e deste para Chicago. Chegando amanhã cedo lá, deve embarcar em outro vôo para a Costa Oeste, mais cinco horas de deslocamento.
Quanto a nós, passamos o dia em casa do genro, que convidou para almoço e café, das 11 até sete da noite, em comemoração dos 70 anos da tia, nossa hóspede.
Ainda assim consegui voltar a tempo da meditação em grupo.