Quarta-feira, 22

Vida nova: andar de manhã, 3km, bem disposto, nesse dia gelado e com vento forte.

Ótima sensação, leve cansaço que não me impediu de continuar em casa a sequência de exercícios terapêuticos.

À tarde, mais uma sessão, agora ao ar livre, presencial, agasalhado porque a temperatura caiu por aqui.

Hoje rendeu bastante. Tudo certo, tudo de boas.

Terça-feira, 21

Fui às 9h à sessão 20 de fisioterapia. Levei uma lata de doce de leite para fazer uma gentileza à fisioterapeuta.

Ela tem bastante paciência e está sempre de bom humor.

Tratou novamente do meu lombo, sem grande progresso, para falar a verdade.

Mas a parte da pubalgia atingiu o objetivo.

Despedi-me cordialmente, prometendo dar notícias da evolução e voltar caso necessário.

Não toquei no assunto do osteopata para não gerar mais ruído nessa área.

Este é outro capítulo. Fui às três da tarde e começou o trabalho de esticar a coluna e seus periféricos.

Saí mais animado, com a orientação de passar de duas para três vezes na semana e voltar às caminhadas virís amanhã mesmo.

Isso deixou-me mais animado e até as dores sumiram.

Diz ele que meu problema é o travamento muscular do pescoço para baixo, com origem emocional.

Ou seja, estas duas aqui são as responsáveis por 50% do enguiço.

A outra metade vem da falta dos filhos e netos, a doença do irmão, essas pendências tão comuns a qualquer pessoa.

Fazer o quê?

Retomar minhas atividades, onde o suor joga para fora qualquer contrariedade acumulada.

É a velha história de sempre: viver não é fácil.

Mas tudo vai ainda se ajeitar, vou na fé.

Segunda-feira, 20

Dia intenso e produtivo. Realizei várias atividades importantes.

Comecei às 9h, indo à nova Clínica, de osteopatia, em busca de solução para minhas dores lombares.

Levei uma sacola de exames pregressos para ilustrar o caso na consulta.

E de lá saí mais animado por ter combinado um novo tratamento, de 24 sessões ( duas por semana), em função do diagnóstico novo: uma protusão de um dos discos intervertebrais, próximo do sacroilíaco.

Nome comum dessa encrenca: hérnia de disco.

Solução: exercícios de fortalecimento, tração na máquina, alongamentos.

Parece ser sempre a mesma coisa mas deverá ser mais específico para a coluna vertebral em vez da abordagem tratando de contraturas.

Vamos ver se haverá progresso, com o compromisso de custar 3.500 reais.

Depois desse assunto, retornei ao nefrologista para avaliação do segundo ultrassom da região urinária.

Desta vez ele acha que houve progresso mas devo continuar com a medicação.

Tudo bem, continuemos.

O que me surpreendeu foi a sugestão de uma colonoscopia, exame do qual venho fugindo há anos.

Não que apresentasse alguma queixa desta área mas o histórico familiar e a idade justificam o pedido.

Vou tratar logo disso para me livrar dessa parada.

Saindo do consultório às 4 da tarde, calor forte, ainda encontrei disposição para ir ao cartório juntar uma procuração e outro documento autenticado e enfrentar a fila do correio para despachar.

Destinatário: Lisa M em Samas, a respeito do inventário da última tia.

Termino minhas tarefas fazendo a musculação em casa durante uma hora bem puxada.

Realmente um dia intenso e bem aproveitado.

O calor chegou hoje a 36,4 graus.

Sexta-feira, 17

Continua um clima esquisito aqui. Venta horrores à noite, amanhece brusco pronto para chover mas nada de água.

Esquenta, escurece, venta, seca o ar.

Zero saída para andar. Faltam dois dias de teste.

Fiz musculação indoor, compras de supermercado, preparei a procuração para o advogado de Samas tratar do inventário.

A menina levou a tia ao médico para apresentar o laudo da psicoterapeuta.

Voltaram com receita de medicamentos para controlar medo e esquecimento.

Além de várias recomendações – genéricas ou já sobejamente conhecidas, como refeições nas horas certas, sono de no máximo 8 horas, fazer exercícios físicos, ocupar-se com leitura, socialização – tudo que um idoso deve fazer para se manter ativo física e mentalmente.

Recomendou retornar à psicoterapia, tomar os remédios durante quatro meses sem interrupção, voltar ao consultório em 45 dias, consultar um nutrólogo.

Dez minutos após chegar, já tinha esquecido tudo.

Duvido que fará dez por cento do recomendado.

Dona R já está perdendo a paciência de tanto ouvir as repetições e tentar acelerá-la nos assuntos caseiros.

Não sei quanto tempo vai durar essa encrenca.

De minha parte, hoje marquei consulta para segunda-feira com um osteopata para tirar a dúvida sobre estas dores no quadril.

Semana que vem termino as vinte sessões de fisioterapia, retorno ao nefrologista, faço esta avaliação da lombar no osteopata.

Se nada progredir, tomo uns anti-inflamatórios e recomeço minhas atividades de costume.

Espero que Santo Expedito me ajude nesta parada.

Quinta-feira, 16

Ontem foi aniversário de 69 anos de um amigo dos tempos de antanho, o baterista do nosso conjunto.

Lembrava sempre dele mas não tinha contato há anos.

Converso diariamente com o saxofonista e este me colocou via WhatsApp.

Fiz os cumprimentos de praxe mas fiquei me perguntando se estes retornos fora de hora fazem bem para os dois lados.