Sábado, 2

Ontem à noite, após a meditação, fui me virar na cadeira e tropecei no cabo do celular que estava carregando. Quem foi para o chão foi ele e, instantaneamente, apagou. Não teve artifício que o fizesse ressuscitar. Contei-o como perdido porque tinham sido inúmeras quedas e esta seria letal.

Tratei de escolher e comprar um novo que há tempos andava cobiçando. Está com promessa de chegar no começo da semana.

Fui me acomodar pensando na falta que faz este aparelho nos dias atuais. Tenho tudo guardado ali, sejam documentos, acesso às finanças, fotos familiares, praticamente tudo.

Acordei hoje tranquilo, sem me preocupar muito com isso. Entretanto, consultei no notebook o horário de atendimento da assistência técnica original, que já conheço e não é longe daqui.

Lá fui eu às 8h para tentar ser atendido e, quiçá, ter uma boa notícia de que haveria solução.

Tudo certo, alguns cavalheiros já estavam esperando a loja abrir. Aos poucos, as atendentes foram aparecendo e abrindo a loja às 8h30. Um deles já comentou achando-as mal educadas ao não responder seu cumprimento de bom-dia, que acontece muito hoje com os jovens e bla, blá, blá a conversinha de sempre.

Chegou minha vez de ser atendido, a mocinha foi atenciosa e educada, já adiantou que seria possível consertar trocando a placa frontal e que o técnico chegaria dali a pouco, se quisesse esperar e tal.

Sim, ficarei. Meia hora depois me avisa que dentro de uma hora ou pouco mais ficaria pronto. Ótimo, concordei. O preço? 320 reais, achei normal, autorizei, saí para fazer meu treino ali perto.

Voltei às 10h, está quase pronto, me garantiram. Fizeram até a gentileza de ligar para minha casa e avisar que ficaria no aguardo do término da manutenção.

Às 10h20 o aviso que a bateria estava em mau estado, se não queria aproveitar para trocar. Sim, claro, já está aberto mesmo, vamos lá, quanto vai ficar? apenas 560 reais no total. Tudo bem, só mais 10 minutos, que se estenderam até 11h10 mas finalmente recebi o aparelho funcionando bem. O senhor não quer trocar esta película já rachada?

Claro, claro, mais 40 reais e fecha-se a conta em 600 reais divididos em 9 vezes.

Saí satisfeito, achei que fiz um bom negócio e lá se foi a manhã inteira.

Tinha comprado duas caixinhas de Bis para agradecer o bom atendimento. Agradeceram-me com entusiasmo porque não é um costume comum por estas bandas.

Aprendi este artifício em duas fontes: primeiro, com o irmão 4, que faz dessa prática um hábito constante, sempre fazendo um agrado a quem lhe serve em serviços, entregas e assuntos do gênero. Outro exemplo é o do sistema americano, que frequento há anos devido às viagens que faço por lá.

Ocorre que naquele país a gorjeta tornou-se obrigatória e quem recebe nem faz cara de agradecido.

Aqui, entretanto, é uma surpresa agradável receber o agradecimento pelas pequenas gentilezas. Ontem mesmo, na Clínica, levei os mesmos Bis para as secretárias, à guisa de lembrar o Dia da Secretária no dia 30.

A surpresa e o agradecimento foram iguais. Na verdade, o doador se sente também recompensado ao proporcionar uma pequena alegria a quem está lhe servindo.

O indesejável é, segundo o zen-budismo, fazer desta prática o sistema de recompensa onde quem faz o presente recebe de volta mais do que doou ao sentir-se “nossa, que bem que me fez”, “nossa, como eu sou bom , gentil, educado” etc. e tal

Portanto, o lance é fazer o bem sem esperar nada em troca, sequer o agradecimento. Deu, está dado e fim.

Por falar em doação, pretendia mandar um livro para meus leitores mas preciso de autorização para não causar qualquer contratempo a eles. Os que concordarem, podem comentar aqui. Quando compro este tipo de livro estou colaborando com a turma da meditação. Já tenho o meu mas posso ampliar a colaboração ao meu grupo.

Quinta-feira, 30

Fim de mês. Paguei todas as contas, guardei o que sobrou, deu tudo certo.

Às 9h levei dona H para o enésimo exame deste ano. Foi rápido. Voltamos às 9h30 e já saí para um treino leve no parque.

Foram 5km, metade andando, metade correndo. Sem dores, sem incômodos.

Tarde sossegada, cuidando de uns textos longos.

Agora meditação e depois um pouco de TV.

Terça-feira, 28

Hoje andei bastante: 10km, devagar e tranquilo com pequenas paradas porque não foi uma caminhada específica mas um andar pela cidade resolvendo umas paradas.

Que, no total, deu 10km em 1h55min

E para quê? para consertar os óculos de dona E, que deixei na ótica onde pediram uma hora para fazer o serviço.

Enquanto esperava, fui andando até a Clínica de Imagens a fim de agendar um RX panorâmico dentário, dela também, pós-cirúrgico, na próxima quinta-feira às 9h, para levar segunda-feira na retirada dos pontos.

O conserto saiu por 35 reais. Ali mesmo comprei um relógio de parede para a cozinha, visto que os três anteriores foram para o lixo.

Esse, pelo jeito, também terá vida curta a julgar pelo preço de 25 reais mais 5 reais pelas quatro pilhas.

Tudo bugiganga chinesa mas não há outro jeito. Este ainda é fabricado pela Herweg, de Timbó-SC, mas o mecanismo é chinês.

Agora à tarde, repeti meus exercícios indoor, na sala, ouvindo música. Bom também.

Acho que vou tomar mate novamente porque o calor está de lascar.

Segunda-feira, 27

No corre desde cedo. Saída às 7h e deixar dona E no implantodologista.

Saí para andar 4km com dores pelo corpo todo. Dores fortes não. Mas um incômodo muscular generalizado, com o lombo travado.

Terminado o exercício, sentei na calçada defronte o consultório, comi uma 🍌 e aguardei o final da cirurgia.

Finalizada, dona Q aparece com cara de 👻 pois padeceu horrores.

Em casa, com a recomendação de não fazer nenhum esforço. Comprei-lhe sorvete e um complemento para o almoço porque a irmã, encarregada de cuidar do almoço, parecia 🐕 que cai da mudança: não sabe o que fazer, não tem a mínima  iniciativa.

Este é outro capítulo das minhas aflições: não toma o remédio indicado, não marca a consulta sugerida para o nutrólogo e a terapeuta, não quer comer, está perdendo peso e com cara de doente.

Agora vim para minha consulta semestral no oftalmologista, daqui vou à sessão no osteopata e passo na farmácia para comprar o suplemento da irmã d dona C, apesar dos ” não precisa, acho que não, será que precisa”.

Depois de todas essas andanças ainda arranjarei tempo para fazer a musculação em casa.

É isso: todo dia a mesma coisa, toda dia uma novidade.

Ontem foi aniversário de 37 anos do genro 1

Ligamos e me diverti com a neta, cada dia mais espoleta.

Mandei para ela, de presente, um 🐻 de pelúcia e ela o carrega pra cima e pra baixo.

Sábado, 25

Primeira tentativa de correr um pouco. Saí às 9h caminhando até o consultório do oftalmologista na tentativa de reagendar minha consulta desta segunda-feira às 14h30.

Porque às 15h30 tenho a sessão com o osteopata e isso é prioritário.

Entretanto, a secretária assegurou que sou o primeiro da lista e, certamente, haverá tempo suficiente para fazer a consulta e chegar sem atraso ao segundo compromisso.

De volta para casa, vim correndo levemente para testar minhas canelas, minhas dores, meu fôlego.

Terminei bem, foi uma hora exata de atividade. Pouca distância, satisfação enorme.