Sexta-feira, 7

Dia gelado, 16 graus. Fazendo a musculação indoor via vídeo com o treinador às 7h30 da manhã.

Na sequência, já saio para ir ver o irmão 2. Vou de carro porque dona B começa a implicar e a temer uma possível contaminação no uso do busão.

Sem perder tempo com novas explicações vou guiando. É bom também porque há garagem disponível no prédio dele.

Encontro-o mais uma vez prostrado, abatido. Talvez seja a mudança nos remédios. Talvez não. Está deprimido, imóvel.

A cuidadora aproveita para ir ao supermercado. Tenho a nítida impressão que é mais para distrair-se.

Ajudo-o a ir ao banheiro. Ajudo-o a recolocar as roupas. Ajudo-o a sentar-se.

Preparo o mate apesar de não ter vontade ainda, é cedo para mim.

Fico até que a senhora volte, resmungando dos preços, das filas, da demora

Meio-dia. Almoço, descanso, hora de levar a 03 à consulta. Parece dirigir-se ao matadouro.

Estaciono em frente ao número 660, tomando um vento nas cadeiras. Agora é só esperar. Mais uma vez tipo Esperando Godot

Janeiro, 6

Cono chove nesta cidade, mano. Hoje saí às 8h para a rodagem tradicional, levando ainda uns pingos no lombo.

Treino forte e bom, pelo Centro Cívico, Bosque do Papa, Mateus Leme e adjacências. Foram 8km bem aproveitados.

Às 10h fui novamente visitar o irmão 2, levando-lhe o bolo de aipim e mais as histórias antigas.

Está ainda abatido, trocando o remédio, falando praticamente nada. Descobri que levou um tombo dias atrás ao tentar sentar-se numa cadeira sem ajuda.

Errou a posição e sentou no vazio. Foi ao chão direto, bateu a cabeça. A cuidadora ouviu o barulho mas já era tarde.

Não foi um grande problema. Apenas a dificuldade para erguer de volta. Em vez de me chamar ou pedir ajuda ajeitou-se arrastando e erguendo aos poucos. Situação perigosa para ambos.

À tarde, café em casa de uma prima velhota das duas. Mais um sacrifício que faço para animar as duas. Três horas de conversa inútil sobre histórias passadas.

Chuva sem parar, frio de inverno.

Meditação para reorganizar os pensamentos desasossegados

Janeiro, 5

Atividades: sair às 8h e comprar tapete antiderrapante, de quarto, para o irmão 2, passeando na Muricy. Gastei 35 reais.

Voltei até o açougue em frente da Biblioteca para comprar fígado. Ia chegar às 11h. Tem mignon? Porque as duas têm dificuldade com cortes mais firmes. Não, não tem. Então vamos de moída mesmo, no capricho, por 45 reais o quilo.

A aparência do estabelecimento não atrai mas a qualidade é excelente.

Ao lado, na Viana, comprei 1kg de requeijão com cara de bom para fazer a torta. Comprei também pepino azedo.

Deixei as compras em casa e rumei via busão para entregar o tal tapetinho, tipo passadeira porque é vendido no tamanho que o freguês pede. No meu caso, um metro e meio. Paro nas Lojas Americanas e compro água de coco em caixa, 11 reais, para ele.

Encontro o irmão ainda na cama pretextando cansaço. Tem sido recorrente esta situação.

Alegrou-se quando mencionei que era presente e não precisava me pagar. Fiquei pouco mais de uma hora e despedi-me. Hoje é sessão de diarista e ele fica desassossegado.

Dali fui aos irmãos 1,4 e 5 para tomar mate até a hora do almoço. Ganhei um pote de doce de leite, presente do afilhado de Minas.

Em casa, mal tive tempo de almoçar e chegou a entrega do fogão comprado ontem.

Montei, testei, funcionou, retirei o antigo, troquei as tomadas velhas por novas de 3 pinos, tudo funcionando perfeitamente.

Fiz o treino indoor e parei de me agitar às 6 da tarde. Agora limpo e alimentado, eu vou é sossegar enquanto as duas assistem à novela.

Enfim, descanso. Vou ler porque hoje não há meditação em grupo. Salve, pessoas, até amanhã porque chove aqui que dá gosto.

Janeiro, 3

Andanças fortes hoje. De casa até o fim da 24 de maio, em três etapas, à procura de peças de reposição para consertar a parte elétrica do fogão da 02.

Só andei e nada consegui. O fogão é tão velho que não aparece mais nos catálogos do fabricante.

À tarde resolvi comprar o livro “Me roubaram uns dias contados “, de Rodrigo de Souza Leão.

Descobri num sebo da rua Francisco Nunes, nos confins do Prado Velho. Fui de busão do Círculo Militar até o Teatro do Paiol. E aí não achava o raio da rua.

Pergunta daqui e dali, consulta no Google Maps que me dava uma direção estranha, finalmente achei o endereço depois de caminhar um tempão.

Esta rua eu reconheci do antigo trajeto da Maratona de Curitiba, de saudosa memória.

Voltei de busão, encharcado de suor. Mas valeu a pena por 45 reais um exemplar novo.

Hoje não visitei os brothers.

Tinha combinado de levá-los à tradicional visita ao cemitério e à capelinha de N.S.de Schoenstatt.

Mas o irmão 2 não estava bem e preferiu descansar. Esses dias todos de festas e visitas o deixam ansioso e exausto.

Fica para outro dia e assim vou ficando por aqui mais tempo do que imaginei.