Categoria: Uncategorized
Quarta-feira, 9
Dia de nascimento de meu pai de saudosa memória. Foi registrado em 9 de fevereiro de 1911.
Também seria o aniversário de minha sogra, registrada nessa data mas há controvérsias. Parece que o registro tardou a ser feito e a data do nascimento seria 22 de novembro de 1921 e o registro foi feito em 9 de fevereiro de 1922.
Mas tudo isso nada importa mais. Nem antes.
Em todo caso, a 02 foi até a Catedral encomendá-la na missa do dia. Deve ser à data que mexe com elas. Uma está jururu e a outra irritadiça.
Na dúvida, me mandei logo cedo com o joelho esfolado mesmo e fiz o treino usual de corrida, ida e volta até adiante do Parque do Papa. Foram 6km ótimos.
Cá estou na Praça de Esportes da Artur Bernardes. Trouxe-as para o retorno de consulta da 02. Fico na sombra, num banco da praça, descansando e escrevendo e apreciando o movimento. São duas da tarde de um dia de sol e temperatura amena.
Três da tarde: saem as duas com cara de velório. Não é novidade mas, mesmo assim, pergunto quais as conclusões.
Complicado. A médica pediu novamente endoscopia acrescida de colonoscopia em ritmo de urgência: exame detectou sangramento nas áreas digestivas.
Precisa fazer estes exames e mais ultrassom da região abdominal e RX do tórax e adjacências. Ou seja, uma pesquisa completa do aparelho digestivo e vizinhanças.
Além disso, a densitometria acusa alto grau de osteoporose. Vai precisar de uma injeção especial, só aplicada por não sei quem não sei aonde.
Resultado prático para mim e dona F: ficar por aqui mais tempo que o previsto pois queria voltar embora neste sábado.
Chegando em casa já tratei de acessar o plano de saúde e requisitar os exames. Lá se foram duas horas de serviço no computador mas dei um avanço bom nesta matéria.
Para me distrair de todo esse assunto estressante fui fazer a visita tradicional e diária ao irmão 2.
Encontro-o já deitado alegando cansaço. É assim: pouco se move, não sai de casa mas padece de uma fadiga crônica.
Conversei um pouco, mal e mal entendo o que tenta falar. Fiquei uma hora e meia e volto para casa a fim de continuar o planejamento da questão anterior.
Não vai ser fácil mas dá-se um jeito.
Terça-feira, 8
Treino de hoje: andar 3km e musculação em casa.
Às 10h, levar as 01 e 02 até as Lojas Americanas. Dona P quer escolher uma TV nova para a irmã. Esta faz de conta que aceita. Uma hora depois vou buscá-las. Nada feito.
Vou ao irmão 2 e ajudo-o a pagar umas contas, fazer transferências, preencher formulários.
Insiste para eu fazer um mate. Pronto, tomo sozinho. Ele refuga. Fico até 6 da tarde e volto para jantar e entrar no grupo de meditação.
O irmão 1 fez hoje a primeira cirurgia de catarata, lado esquerdo. O direito será na próxima semana.
Se eu estivesse por lá, faria companhia para levar, trazer e atender. Mas cá estou na segunda função. Foi atendido por um casal de amigos, ali da rua Alfonso Bovero.
Segunda-feira, 7
Dia escuro contrastando com o céu limpo e sol de ontem à tarde. Saí às 8h30 para andar porque o treino não será possível – o estrago no joelho me impede de dobrá-lo corretamente.
Andei 6km tendo ido até a avenida Getúlio Vargas buscar um exame da 02.
Agora de carro, fui visitar o irmão 2. Encontrei-o jururu. A empregada me contou que ontem teve mais uma treta com as filhas, resultando numa discussão áspera.
Fiz-lhe um mate caprichado, contei umas histórias mas foi inútil a tentativa de agradá-lo.
À tarde, visitei os outros brothers. Fiquei lá um tempão, das 4 às 7h30, tomando mate e contando as aventuras desses dias.
Domingo, 6
Chegamos às 14h30 tendo saído às 8h30. Tudo certo, sem incidentes, sem chuva, sem trânsito pesado.
Histórias do dia a dia
Sexta-feira, 9h, de carro em direção ao petshop, pela avenida Carmona, mantenho a esquerda para fazer o retorno e acessar a loja pelo lado direito. Vou devagar, sinalizo a manobra e um sujeito atrás claramente irritado com minha velocidade fica praticamente encostando na traseira. Dou-lhe a vez, ele ultrapassa acelerando e para 50 metros adiante exatamente aonde eu também iria.
Estaciono ao seu lado porque a vaga disponível estava ali. Não encaro, não sinalizo nada. Desço calmamente e entro na loja. O tal velhote estressado fica com cara de paisagem e some-se.
É um maluco atrás do outro, o tempo todo.
Hoje, sábado, saio às 7h para minha rodagem de 8km na avenida. Deixo o café pronto e um bilhete porque dona Q ainda está acomodada.
O dia está perfeito para correr e é o que faço após andar 10 minutos para aquecer. Desço a Marcondes Salgado, entro à esquerda na avenida e sigo macio. Macio até completar o primeiro quilômetro e me estatelo na calçada, tendo escorregado na terra molhada trazida pela chuva.
Além do susto, sangrando o joelho, sujo de barro nas pernas, tênis, braços e calção, estou uma figura lamentável. Seguir adiante é só que penso. Atravesso a avenida e, no canteiro central, me lavo nas poças da última chuva.
Um que outro me olha de soslaio devido ao sangue escorrido. Este logo some lavado pelo suor que escorre pernas abaixo.
Completei o circuito desejado de 8km e volto andando para casa. O corpo vai esfriando e as dores aparecem.
Mais uma aventura desastrosa com um final mais ou menos. Ruim pelo acidente, bom pelo treino concluído.
Nada novo. A vida é feita de pequenas histórias.
Sábado, 4
Saí cedo, deixando o café pronto e um aviso para dona D, que não tinha se acordado.
Fui animado, sentindo-me bem e confiante para rodar 8 ou mais km até o cansaço exigir que andasse.
Mas no km1 levei um tombo – como dizia meu pai “de todo comprimento “
Escorreguei no barro acumulado no passeio, pisei firme e deslizes. Protegendo com as mãos, ralei os antebraços, as duas palmas e o joelho direito.
Esse sangrou um pouco, ardeu forte. Lavei-me nas poças de água da chuva da madrugada e segui adiante sem dificuldade.
Em casa, entrei disfarçado aproveitando que dona S estava dando mais um sermão na irmã. Esta, com cara de prestando muita atenção, me viu e já largou um “olha, ele se machucou…”
Ou seja, não estava nem aí para a bronca da outra, tipo essas crianças que, do nada, mudam o assunto quando estão sendo repreendidas.
Três da tarde: descansei mas levantei pior, com dores pelo corpo todo. Poucos ferimentos mas dói tudo o tempo todo.
Sexta-feira, 4
Tempo fechado, nublado, cinzento, chuvoso.
Dia de treino externo, presencial, no Parque. Só que não. O recurso foi online mas é também eficiente.
Fiz compras para levar no domingo nesta próxima viagem a Curitiba.
Renovei o estoque de alimentos da gata.
À tarde saiu um sol tímido, suficiente para me animar a uma caminhada. Voltei ao Parque e fiz cinco voltas de 1km.
Quinta-feira, 3
Lá se foi a manhã inteira no dentista, eu na sala de espera. Fiquei me distraindo no YouTube, depois comeceu a ler o livro que tinha levado comigo.
Mas aquela TV ligada num programa de músicas “my love, my broken heart” foi me atormentando.
Desisti de ler e passei a escutar a conversa animada das duas senhoras ao lado.
A tortura durou até 11h10 e, finalmente, voltamos para casa e para o mate fora de hora.
Desisti também do treino de rua com o tempo ameaçador. Mas resolvi andar e fui até o Sebo Lojão à procura de um título desejado.
Encontrei O escândalo dos Wapshot, de John Cheever, que tinha procurado na Estante Virtual e marquei como encomendado no post de dias atrás. Paguei 9,90 e voltei, completando 7km.
No centro da cidade, entrei nas Livrarias Paulinas e comprei por 16 reais a Folhinha do Sagrado Coração.
Em casa, pela Estante Virtual, encomendei “Histoire de la pensée chinoise”, de Anne Cheng.
Este é o livro que procurava há tempos. Agora, sim, tenho várias novidades para ler.
