Quarta-feira, 27

O guri embarcou, de madrugada, dos EUA para Estocolmo a fim de participar, como convidado, em um congresso, onde fará uma palestra.

Nesse instante está avisando pelo Skype que chegou em San Francisco e aguarda o embarque em cinco horas para a Suécia.

Enquanto isso, nós aqui vamos nos assuntos de sempre, trazendo dona R ao dentista para prosseguir as escavações e montagem de implantes.

Animado pelos ultimos resultados esportivos fiz mais uma inscrição de corrida de rua para o segundo domingo de agosto. No primeiro, vamos, o genro e eu, para a Nova Odessa Running, com 10km.

Já essa do segundo domingo, Dia dos Pais, será menor, com 6km, no bairro da família dele.

5 da tarde, finalmente chegando em casa. Mas logo saí para comprar o antibiótico que ela deverá tomar por mais cinco dias.

6 da tarde, trouxe-lhe caldo de batata salsa e iogurte. Agora vai se acomodar e eu também.

Segunda-feira, 25

Dia de descanso de atividades físicas externas. Fui o treino de musculação em casa, ouvindo música. Coisa boa, meu amigo.

Santander fora do ar desde cedo. Hoje, dia 25, dia de pagar conta e aplicar na Bolsa de Valores.

Nem um coisa nem outra. Já são 2 da tarde e necas de voltar a funcionar. Desisto e vou assistir os filmes na TV.

Sábado, 23

Aniversário de 41 anos de meu sobrinho, filho de minha irmã. Mandei-lhe 200 reais de presente. Agradeceu-me logo em seguida.

Biólogo, casado, dois filhos, quarentão, luta com dificuldade pela vida, igual a tantos jovens desta geração dos 80, estudados e formados e com empregos de salários sórdidos.

9h – vou à pista para andar e correr levemente, apenas 3km porque amanhã temos prova forte de 5km.

Levei dona S junto, que conseguiu andar uns poucos metros. Mas aproveita para ficar ao sol, gravar meu esforço, fotografar os quero-queros e uma coruja com dois filhotes num buraco do gramado.

Tarde fagueira e preguiçosa, assistindo uns filmes suaves, lendo Camus.

A vida segue devagar e tranquila, eu e meus remédios me deixando lânguido e sonolento.

Albert Camus

“Núpcias, o verão” é um livro fantástico, assim como toda a obra de Camus.

Quando puderem, leiam “Pequeno guia para cidades sem passado”, onde ele enaltece sua terra natal – Argélia – descrevendo Argel e Orã.

Eu não gosto de viajar nem tenho intenção de conhecer estas ou outras cidades. Bastam-me as descrições de escritores como Albert Camus.

Consigo sentir o calor, a luz, os ruídos, as paisagens, o mar por ele descritos.

Sexta-feira, 21

Ontem foi aniversário de minha última tia viva, 83 anos. Cumprimentei-a ligando para Curitiba sem encontrá-la. Enviei uma mensagem por WhatsApp para a filha em Roraima.

Responderam-me agradecendo a lembrança. Não deixo ninguém para trás nesse assunto.

Hoje, 7h30, musculação guiada, presencial no parque.

Após o treino andei um tempão fazendo algumas compras de supermercado. Carreguei tudo no lombo. E comprei sachês para a gata, da marca que ela prefere. O anterior ela refugou e ficou olhando para nós com ar de reprovação.

Apenas não itens comprar os que contêm proteína bovina, devido a recomendação da veterinária, para evitar sobrecarga nos rins, que já apresentam perda de função.

Mas é uma judiação privar o animal de suas preferências agora no fim do laço. Afinal, ela vai completar 18 anos. É uma velhinha e não merece ficar triste.

Mudando de saco pra mala, coloquei cordas novas nos violinos. Ficaram tinindo.

Quinta-feira, 21

10h – passeio de busão até o Shopping D.Pedro para buscar o kit da corrida 🏃‍♂️.

12h – já de volta após viajar nessas latas velhas, barulhentas, compartilhando conversas e perdigotos.

14h – levar dona C ao shopping, numa loja de móveis. Pura perda de tempo. Sofás miúdos com preços de imóvel. Em menos de dez minutos ninguém se interessou de nos atender.

Mas lá se foram 14 reais de estacionamento.

De lá, até uma loja de bairro, antiga, já conhecida. Agradou-se com um sofazão. Nem questionei. Deixo que escolha à vontade o tamanho, modelo, cor.

Dez suaves prestações de 615 reais com promessa de entregar daqui a 40 dias. Então que seja.