Domingo, 17

Teste de pressão encerrado às 9h30. Dormi um sono agitado, acordado a cada meia hora devido ao acionamento do aparelho de pressão.

Durante o dia ele mede a cada 15 minutos e à noite a cada 30 minutos.

11h – saída para almoço em casa dos parentes do genro. A reunião estendeu-se até cinco da tarde.

Sábado, 16

7h – tratar dos gatos da filha. Chego no prédio e consigo entrar sem “pedir” na portaria graças à chave magnética. Desta vez acertei abrir.

Limpei a sandbox, dei-lhes petiscos, fiquei meia hora fazendo companhia, mandei notícias e fotos para a menina.

Na saída, a atendente de portaria insiste em me ensinar novamente como usar a chave. Estou em dúvida se ela me considera incapaz ou já é assédio.

9h- colocando o aparelho de pressão para ficar 24 horas. A mocinha que me atende fala português com sotaque castelhano. Achei bonito mas não comentei. Assédio, sabe? Melhor evitar.

Sexta-feira, 15

Musculação ao ar livre às 8h30.

10h – levar dona Z ao ateliê da menina onde ela se diverte fazendo umas pinturas em tela.

Voltou às 13h30 mas eu já tinha tomado mate e almoçado o que encontrei na geladeira.

Coloco tudo na mesma panela e aqueço. Fica horroroso mas suficiente para chamar de refeição. Não sou enjoado quanto a esses assuntos.

Tiro a tarde para relaxar sossegadamente no sofá neste dia nublado e friozinho.

A vida é boa. Simples e boa.

Quinta-feira, 14

7h- caminhando neste dia frio em direção ao Sabin para fazer os exames de sangue. Foram 3km andando pelo centro da cidade, desviando de cada figura que vou te contar….

Na avenida principal desta cidade há dezenas de quiosques de lanche. Neste horário as pessoas tomam café da manhã.

Entreouvido ao passar defronte uma dessas, um cavalheiro pede “um café com leite, bem escuro, bem quente”…

Café com leite escuro? leite escuro? ou com pouco leite?

Entro na fila para tirar aquele tíquete numerado. Uma mocinha diz “moço, a máquina não funciona, estamos esperando por vez”.

Respondo com “agradeço pelo moço mas não sou mais, agora preferencial”.

Ela sorri. Esta resposta sempre faz esse efeito.

8h- tudo pronto, vidrinhos cheios, volto para casa, mais 3km.

10h- treino de pista, 2km leves mais 5 vezes 1 minuto forte alternando com 5 minutos leves, finalizando com 800m andando descalço no gramado.

Um menino, brincando de bola com sua avó, me faz sinal de positivo. Respondo sorrindo. Ele ri e diz para a avó “cumprimentei o moço”.

Duas vezes no mesmo dia, chamado de moço. Hoje deu tudo certo.

Quarta-feira, 13

Assuntos de hoje: musculação em casa, consulta na cardiologista às 15h.

Levei uma sacolada de exames e resultados, carreguei dona G comigo para ouvir as recomendações, visto que achei que a médica ia “me puxar a orelha” porque não tomo os remédios que ela recomenda.

Desta vez fui disposto a obedecer tudo que for solicitado.

Para minha surpresa ela não se impressionou com o resultado do exame das carótidas.

Pediu aquela sequência clássica de hemograma, colesterol e outros penduricalhos além do Holter de pressão em 24 horas.

Já marquei este exame para sábado às 9h e os de laboratório serão amanhã cedo, e assim aproveito para uma caminhada de 6km entre ida e volta.

Terça-feira, 12

Resolvi fazer o treino de rua hoje apesar do frio que voltou. Muito vento fazendo cair a temperatura.

Ontem fiz um treino forte e hoje, habitualmente, não repetiria, deixando para fa,er o treino caseiro de musculação.

Mas resolvi fazer um teste de resistência para as pernas. E deu certo. Cansei mas não senti as tradicionais dores e incômodos nas panturrilhas.

Hoje foram 6,5km com três tiros intervalados de 1 minuto cada.

Foi tudo bem e não estou exausto nem com dores musculares.

Voltei às cápsulas de Ômega 3 e ao comprimido mensal de B12.

Estou de olho nessa história de ateromas nas carótidas e amanhã vamos decifrar esta situação na consulta com dra. Maria Helena cardiologista.

Vou levar dona D junto para ouvir a orientação da médica. Assim evito ter que repetir tudo ao chegar em casa depois da consulta.

Tipo a irmã dela ficando mais de uma hora no consultório do neurologista: ele disse que está tudo bem comigo.

Precisava de uma hora e tanto para dizer que está tudo bem?

Reflexão

Shimamoto também sorriu. Um sorriso como quando, depois da chuva, as nuvens se partem em silêncio e os primeiros raios de sol caem sobre a terra. As linhas afetuosas se formaram no canto de seus olhos, me prometendo coisas incríveis. Haruki Murakami em “Sul da fronteira, oeste do sol” – pg.142.

Segunda-feira, 11

Treino excelente hoje, às 10h, no Bosquinho de Barão. De carro, 21km ida e volta, levando dona U para tomar sol e andar quanto possível.

Fiz uma rodagem intervalada de 2km em corrida leve inicial, mais quatro vezes 800m rápidos x 200m lentos e finalizando com caminhada de 10 minutos. Trecho total de 7km.

Dia de sol, céu azul, umidade baixa, exigindo um esforço complementar. Mas foi tudo bem.

Fiz três inscrições para provas oficiais de rua. A primeira vai ser daqui a duas semanas, apenas 5km, para entrar no clima das competições. Inscrição a 59 reais na Track and Field Series Santander Shopping D.Pedro.

As outras duas serão de 10km, já mais ousadas mas com horizonte e perspectiva de aumentar esses valores. Quem sabe a Volta da Pampulha, de 18km, em 11 de dezembro ou, melhor ainda, a Meia Maratona de Curitiba – 21km – em 20 de novembro?

E ainda retornar à São Silvestre – 15km – em 31 de dezembro?

Sonhos. Apenas sonhos. Mas, quem sabe?

Ajuda aí, Santo Expedito!

Domingo,10

Aniversário do irmão 1 comemorando 78 anos, firme e forte, em viagem de trabalho em BH e interior de Minas Gerais.

Dia de ficar em casa ouvindo Billy Strings até três da tarde. Agora dona U saiu a convite do genro e filha para espiar uns móveis novos no shopping.

Aproveito para ouvir minhas óperas pois dona F sente-se angustiada com música lírica.