Meu prezado amigo Zeca P. (baterista da nossa banda nos anos 60) orgulhosamente apresenta mais uma netinha, nascida sexta-feira passada, uma lindeza redondinha chamada Madalena.
Ele tem seis ou sete netos já. Ganhou de todos nós. Eu tenho só dois. Dos irmãos Guedes, o mais velho ainda não é avô. O outro já tem netos mocinhos.
10h – saída para Samas, chegada ao meio-dia. Almoço no restaurante japonês, onde encontrei novamente a professora Solange.
13h – visita ao cemitério. Encontro tudo diferente, antigas sepulturas reformadas, tudo com ar de modernidade umtanto exagerada nos porcelanatos, portas de vidro, esquadrias de alumínio. A impressão que tive foi a de um condomínio fechado e brega. Aquela aura de respeito, tristeza e saudade foi substituida pela assepsia, limpeza, tentativa de suavizar a força da morte.
13h30 – na Igreja Matriz, tradicionalmente uma visita importante neste ambiente sagrado, de inúmeras recordações.
14h – na beira do rio Iguaçu, que me pareceu majestoso, solene, lindo de ver tanto quanto a visão incrível na rua do meu avô. Que coincidência flagrar a saída da garagem justamente no momento em que as irmãs espiavam o local da antiga residência delas.
15h – assinatura do contrato de escritura, pagamento das custas, uma longa e agradável conversa com a prima advogada.
17h – cafezinho no Yujo e compra de erva-mate na Vó Techa.
18h – retorno a Curitiba, chegada às 20h, sem alterações, incidentes ou sustos.
Uma viagem proveitosa com uma agradável surpresa. Essa foi uma das melhores viagens ao meu rincão natal.