Quarta-feira, 12

Acordei cedo e às 7h já estava no dentista. Duas horas na cadeira para recuperar uma prótese. Saí tonto e 2.300 reais mais leve com a adequação de material “por fora”.

Antes de voltar para casa parei no Dia para compras gerais, 400 e tantos reais, tudo cada vez mais caro.

Descansei após o almoço e emendei uma caminhada de 6,5km indo buscar os exames da O2 e passando no oculista em busca de uns recibos para o IR.

Agora só quero é descansar lendo o livro que chegou há pouco: A arte de ler, de Émile Faguet.

Mas só depois da meditação.

Tonei café da manhã às 10h30 emendando com o chimarrão.

Terça-feira, 11

Treino de pista, intervalado, com caminhada, corrida leve, moderada e forte, em segmentos de 10 minutos, 4 minutos e 1 minuto.

Total de 7,7 km sem muito sofrimento. Tudo certo.

Levei as duas comigo para andar e tomar sol.

A primeira acordou bem, depois da crise de labirintite ontem à noite, assustando a 02 mas não a mim, já acostumado a esses episódios de tontura, náuseas, vômito, taquicardia, queda de pressão, sudorese.

Ontem ainda, sensibilizado com a história do jovem de Samas que se envolveu no acidente entre moto x carro na Barão esquina da Bettega, resolvi dar uma contribuição por PIX para o casal em dificuldades.

Ele respondeu agradecendo educadamente. Espero que o povo daí seja sensível ao drama do jovem trabalhador e o ajude nas finanças abaladas.

Amanhã, dentista às 7h30 e pagar 2.300,00 extras.

Depois passar na Clinica Oftalmologia para resolver esse assunto do recibo que tenho haver de 5 mil reais, reclamados pela Receita Federal em inconsistência na declaração deste ano.

Segunda-feira, 10

Dia de pagar contas, fazer ajustes nas aplicações, fazer musculação e levar a 02 para exames de laboratório.

Lá chegando, tem-se que organizar tudo. Ela fala muito baixo ninguém entende, esquece o nome dos remédios para por na ficha, uma tragédia só.

À tarde levei-as ao apartamento para ajudarem a filha nas encomendas de artesanato.

E lá ficam até 6 e meia, e eu no sossego.

Sexta-feira, 7

Hoje comemoramos o aniversário do irmão 04, que está completando 69 anos, em passeio a SP, junto da irmã e do irmão 01.

Vida longa, caríssimo!

9h- saí debaixo de chuva disposto a correr 10km sem interrupção. Consegui, num tempo alto de 1h15min mas a ideia era essa mesmo: fazer uma rodagem.mais longa e suave mas ininterrupta.

Tudo certo com o fôlego e as pernas até agora.

Quinta-feira, 6 de abril de 2023

8h- no dentista, aguardando. Já levantei cedo, fiz café, tratei da gata, saí, comprei os remédios de dona R incluindo aí uns frascos de tinta para cabelo.

8h17- início do atendimento: moldes, RX, cutucões em geral e uma conta adicional por fora, de 2.300 reais e voltar na próxima quarta-feira às 10h para teste das próteses.

Consegui chegar ao treino às 9h45, com o pessoal todo me esperando.

Alongamento, aquecimento e treino de arremesso de peso. Várias tentativas, várias explicações.

Consegui 5,98m na melhor tentativa e passei longe do primeiro colocado.

Tudo bem, não é meu esporte, vou só colaborar e fazer número.

Quase meio-dia, em casa, ainda em jejum. Tomei mate e almocei rapidamente para já sair e levar as duas de novo à clínica.

Ontem a 02 deixou a metade da documentação em casa em vez de levar tudo completo.

Não se sabe de onde tira essas ideias.

Temos que verificar tintim por tintim, não há mais condições de deixá-la resolver nada sozinha.

José Saramago

A técnica a que me referi no texto anterior está muito evidente no seu livro “A história do Cerco de Lisboa”.

Nela se cobtam as agruras de Raimunfo Silva, um revisor de livros que decide ir além de suas funções ao alterar o texto que corrigia.

Apenas uma palavra “não ” colocada à revelia muda o curso da história de forma definitiva.

Mas a manobra não escapou aos olhos atentos da editora Sara Maria que o chamou a se explicar.

E a partir daí o destino irá também reconfigurar a história desses dois personagens.

Um livro e tanto. Não enjoo de lê-lo tantas e tantas vezes.

Pensando aqui

A propósito de tecer histórias imaginárias como o faz um prezado amigo, ou histórias verídicas como as minhas, cumpre-me reforçar que a preocupação primeira é deixar fluir os pensamentos para que não se esvaiam.
Segundamente, trazer perto de si uma Gramática e dicionário para corrigir e refinar o texto.
Sigo o exemplo do finado Ely Blum, de quem talvez se recorde.
Ely escrevia sem parar, sem pontuação, o que lhe vinha à cabeça juntamente com.o que estava ouvindo os colegas falarem
Ficava uma maçaroca divertida e inovadora.
Ele enchia cadernos e mais cadernos com suas algaravias.
Anos depois percebi – guardadas as devidas proporções – nos textos de José Saramago, o laureado escritor português, essa técnica interessante de desafiar a formalidade da escrita literária.