Reflexão

Leitura de 21 de maio 2023
Do livro A essência dos ensinamentos de Buda – Thich Nhat Hanh

Parar, acalmar, repousar e curar (continuação)


Temos que aprender a arte de parar. Parar de pensar, parar a nossa energia habitual, parar a nossa deslembrança, as fortes emoções que nos governam. Quando uma emoção nos invade impetuosamente como uma tempestade, não temos paz. Ligamos a televisão e logo depois a desligamos. Pegamos um livro e logo o colocamos de lado. Como podemos interromper esse estado de inquietação? Como poderíamos deter nosso medo, desespero, raiva e anseio? Nós podemos parar através das práticas de respirar, caminhar e sorrir com atenção consciente, e de contemplar profundamente com o intuito de compreender. Quando estamos conscientemente atentos, em contato profundo com o momento presente, os frutos são sempre compreensão, aceitação, amor e desejo de aliviar sofrimento e de trazer alegria. Mas as energias dos nossos hábitos são, quase sempre, mais fortes do que a da nossa vontade. Falamos e fazemos coisas que não queríamos e depois nos arrependemos de ter feito aquilo. Criamos sofrimento para nós e para os outros, e causamos muitos estragos. Podemos jurar não fazer mais aquilo, mas fazemos aquilo de novo. Por quê? Porque as energias dos nossos hábitos (vasana) nos empurram.

Precisamos da energia da atenção plena para identificar e estar presente com a nossa energia habitual a fim de deter o curso da sua destruição. Com atenção plena, temos a capacidade de reconhecer a energia do hábito toda vez que se manifestar: “Olá, minha energia habitual, sei que você está aí!” Se nós apenas sorrirmos para ela, ela perderá muito de sua força. A atenção plena é a energia que nos permite reconhecer a energia do nosso hábito, e que impede de sermos dominados pela energia habitual.◽

Domingo, 21

O casal passou a noite fora e nós ficamos de baby-sitter, assistindo um filme no home theather.

É uma verdadeira sala de cinema, enorme, com poltronas e uma tela super size.

Tudo muito chique mas o sono e cansaço são maiores. Logo apaguei e dona L ficou pajeando os dois até se acomodarem.

Saí para o treino de 6,5km andando e correndo. Calor forte, sol queimando o lombo.

Terminada essa parte, um pouco de alongamento e entro na piscina para refrescar.

Aprendi que não se deve pular direto na água e me cuido sempre.

Ao meio-dia o casal volta e vamos para a reunião familiar de barbecue e hambúrgueres.

Sábado, 20

Apresentação de dança infantil da netinha de 5 anos. Fez tudo direitinho: cantou, dançou, riu, acenou. Feliz com os pais, o irmão e todos os avós.

Em casa, Daddy e Mommy aproveitam para passar o resto do dia e a noite a sós nump hotel.

A menina quer fazer bolo e começa:

“Quero dois mais ovos”
“Eu quero põe fermenta”

“Eu não sabe fazer bolo. Eu faz cupcake”
” Quando é pronto vamos cortar”

“Vovó, quero que você faz o tea”

Sexta-feira, 19

Completo 74 anos hoje. Recebi alguns cumprimentos, não muitos.

Afastado há tempos de postagens nas redes sociais, o número de votos diminuiu drasticamente.

Mas aqueles que realmente importam não decepcionaram.

Fiz normalmente meus exercícios físicos depois de uma noite de sono reparador, num quarto exclusivo, com travesseiros e colchão muito confortáveis, ar condicionado central, silêncio absoluto.

Acordei mais tarde, feliz e bem disposto, com os tornozelos perfeitamente desinchados, sem os tradionais edemas causados pelas longas horas da viagem.

Aqui me sinto bem, relaxado, descansado, bem humorado.

A vida é bela. Curta mas bela.