
Autor: Treino de hoje
Uma história lamentável
Minha irmã aprontou-se nesta sexta-feira para sua viagem semestral em visita ao neto mineiro. Saiu de casa cedinho para o aeroporto de Pinhais, useiro e vezeiro em fechar quando a neblina o fecha. Não deu outra…esperou das 7 ao meio-dia e nada de partir. Cancelado o voo, com promessa de voltar no dia seguinte, retornou para casa, a esta altura preparada para ficar dez dias fechada (geladeira vazia, cachorro no hotelzinho).
Sem opção para passar o tempo, decidiu ir à matinê (antiga essa expressão, não?) no shopping a algumas quadras dali. Ao entrar na sala de projeção, vacilou num degrau e teve um entorse no tornozelo. Aguentou a dor até o fim do filme, voltou manquitolando para casa, quando o irmão ajudou-a a ir ao médico. Um RX confirmou a fratura no metatarso. Igualzinho ao Neymar.
Assim, previstas seis semanas para recuperação, com muletas, mas sem cirurgia ou imobilização. Apenas ficar quieta em casa. É assim mesmo. Quando menos se espera, aí é que desanda tudo. Paciência, zen, calma que o Brasil é nosso, como dizia meu saudoso pai.
Domingo, 01-07-2018
Dia tranquilo, sem atividades importantes. Ontem à noite estivemos numa festa de aniversário, da mãe do genro. Excepcionalmente, fui dormir tarde, mais de meia-noite. Não pude escapar. Costumo ir com meu carro para poder voltar quando quero mas fomos com ele e, assim, ficando por últimos para sair. Tudo bem. O problema foi meu peso hoje cedo – chegando a 77,3kg – consequência da mesa junina farta de gulodices, às quais não resisto.
Hoje faço um tipo de jejum, costumeiramente após esses excessos. Tudo bem. Tudo certo.
Um ótimo domingo a todos os meus fiéis leitores. Vamos aproveitar para assistir às partidas de futebol, a cada dia mais tensas.
Sexta e sábado, 29 e 30
Mais uma sessão de fisioterapia, um pouco mais leve, com aparelhos e alongamentos, sem agulhas ou massagens.
De volta para casa às 10h, fiz compras e descansei, cuidando apenas dos textos para revisão.
À tardinha, chegou a filha. Mais tarde, seu marido e os gatinhos. Nem vi, pois já tinha me acomodado.
Hoje, sábado, acordei mais tarde, mais de 8h. Atendi as visitas, fomos convidados para o almoço fora no restaurante japonês. Ele insistiu de pagar a conta e eu ofereci a sobremesa na sorveteria.
De volta para casa percebo no bolso uma das comandas do restaurante. Voltei para devolver e pagar. Ficaram admirados… é difícil acontecer disso. Não de levarem a comanda embora mas sim de devolvermos e pagar corretamente a conta.
Fui a meditação e ninguém apareceu. Deve ser devido aos jogos. Fiz minha parte e voltei embora.

Quinta-feira, 28
Atividades físicas : ginástica chinesa às 7h30 e musculação às 9h. Após esta, passei na mercearia para comprar duas dúzias de yaicos, para fazer omelete, fritar, ou outros usos – quem é do sul do Paraná sabe o que significa. Esse fato faz me lembrar uma história contada por um colega de turno, assim :
O sujeito ia pela rua com um saco nas costas, cheio de uns negócios pontudos. O conhecido pergunta : tá levando o quê aí? e a resposta : se você adivinhar, te dou uma espiga.
Volto a tempo de assistir à primeira partida do dia, regada a mate Legendária. Agora, atendo o marceneiro e me ajeito para ver a segunda partida, enquanto aqui escrevo e corrijo três textos para a revista.
Dia de céu azul, quente e seco. Ótimo para atividades ao ar livre. Só que não. Ainda estou em recuperação. Amanhã, por exemplo, tenho mais uma sessão de agulhas.
Tudo novo
O marceneiro acabou de montar este anexo ao fogão novo, aproveitando o espaço deixado pelo antigo de seis bocas. Aparecem aí ainda a cafeteira e torradeira novas, adquiridas com os pontos de bônus do cartão de crédito.
Uso essa estratégia de três cartões de crédito ativos, há muitos anos, que têm me fornecido inúmeros brindes até bem valiosos.
Quarta-feira, 27
Atividades do dia : comecei com a fisioterapia, uma verdadeira tortura. Levei umas espetadas – conhecida como agulhamento seco, ou dry needling – quando a fisioterapeuta enfia as agulhas nos pontos mais doloridos para, segundo ela, “desarmar os gatilhos”. Bonitas palavras mas me retorci de dor.
Como ela considerou que os caroços voltaram, não contente com a primeira sessão, espetou-me novamente. Meia hora após, removeu as agulhas e começou a espremer minha canela, do calcanhar ao joelho, enquanto eu gemia baixo para não parecer um “maricón”.
Terminada essa parte, uns alongamentos para completar o serviço e me mandei, para uma caminhada leve e curta, cerca de 2,5km.
Em casa, bolsa de água quente e mais alongamentos, conforme ela recomendou.
Assisti à primeira partida de futebol. Em seguida (pós mate e almoço) fui ao “doceiro” para comprar paçoquinhas (1kg), pé-de-moleque (1kg) e pipoca doce (dois fardos de 20 pacotes), mas não se assustem com esses últimos pois são pacotes de apenas 18g).
Vesti minha camiseta da Seleção Brasileira para torcer pela vitória às 15h. Muito bem, ganhamos mas sem que eu tenha assistido na íntegra : saí de perto da TV em vários momentos mais tensos. Valentia não é uma das minhas qualidades : fico nervoso e sofro mesmo. Prefiro olhar pela janela e controlar o jogo pelo ruído da torcida. Só que está muito fraco o movimento, pouquíssima comemoração. Tudo bem, está tudo certo.
Agora, tenho três textos longos para revisar. Enquanto faço compressa de água quente, vou lendo e corrigindo. Um abraço aos meus leitores fiéis. Até amanhã.
Terça-feira, 26 e anteriores
Domingo em diante
Atividades de domingo : praticamente nada em termos físicos. Não saí de casa, literalmente. Fiquei nas leituras, futebol, organização de meus relatos e escritos, programação para a semana pensando na fisioterapia, musculação, aplicações financeiras, compras, telefonemas para os irmãos. Perdi até a vontade de tomar café da tarde, trocando pelo ban-chá. Sosseguei cedo, sentindo um cansaço que vem não sei de onde pois, como já escrevi, fiquei quieto em casa.
O treinador ligou à noitinha, contando que viaja nesta semana para a Europa, em congressos e simpósios. Mandou-me a planilha para três semanas, sem novidades, apenas musculação, que dividirei com as sessões de fisioterapia, ficando assim distribuídas : segunda, quarta e sexta na fisioterapia e segunda, terça e quinta na musculação.
Segunda-feira : comecei o dia indo à assistência técnica para consertar o smartphone, que, apesar de novo (um mês de uso) já apagou no domingo à noite. Atrapalhou porque atrasou-me todos os assuntos de banco, que estou habituado a fazer logo cedo. Fora isso, nada mais grave. É bom para perceber se ficamos muito dependentes dessa facilidade.
De modos que, às 9h, estava já cuidando desse assunto. Fui à assistência técnica, contando de levar um tempão para lá chegar, neste trânsito maluco atual. Mas cheguei rapidamente. Ficou para trocar o display, na garantia, mas com certeza apagando toda a configuração pessoal. A atendente, jovem e toda maquiada, preencheu o formulário, respondeu-me educadamente, e tiraria nota dez não fosse pelo chiclete a mastigar e fazer bola enquanto fala. Tudo bem, saí de lá e já fui ao banco para dar conta do que o celular faria.
Uma caminhada até a avenida, e esperando minha vez, porque o velhote à frente estava já xingando ao não conseguir fazer um saque. Com paciência, resolvi minhas operações. Cumprimentei o guarda conhecido, que me acenou amistosamente. Todo mundo implica com esses profissionais, pois fazem um trabalho pra lá de antipático, ou seja, sempre dificultando nossa entrada na agência devido ao guarda-chuva, às moedas, às chaves, essas bobagens de sempre. Procuro fazer ao contrário : mostrar um pouco de educação e simpatia em vez da tradicional cara feia.
Saindo dali, entrei no Dia Supermercado para comprar filtros de café Melitta, pois X implica quando trago de outra marca. Para ficar livre de nova reclamação, comprei três caixas. Queria bananas mas a “vitrine” encontrava-se vazia. Ao lado, vários engradados cheios. Perguntei ao atendente quando ia fazer a reposição; não era ele mas indicou-me a moça responsável. Lá fui eu perguntar se ia começar e a resposta veio :
– Não, não vou. A prioridade é arrumar esses congelados aqui.
-Tudo bem. Vai demorar um pouco, então.
-Vai.
Mais seco, impossível. Na contramão do moderno conceito de atender a freguesia, quando não se perde venda.
À tarde, musculação e renovando para mais um mês, visto que correr parece ser uma atividade cada vez mais distante do meu horizonte. Tudo bem, executo os exercícios no capricho e volto para casa, fazendo antes as compras da semana na frutaria. Mais um peso para carregar pois sempre priorizo o uso de caixa de papelão em vez das “sacolinhas bio-des-agradáveis”.
Vou descansar e tomar meu café mas antes dou uma espiada nos e-mails e lá está : seu smartphone já está consertado e pronto para retirar. Boa notícia. É pra já. Volto à loja para retirar, espero minha vez pois há bastante gente, o que não é um bom sinal. Deve dar muito problema essa marca. Mas está funcionando, sem despesa adicional; pena que volta todo zoado, preciso caçar todos os contatos e ajustes.
Agora já cinco da tarde, preparo-me para a fisioterapia número 4, às 18h. Vou a pé, quase em cima da hora pois não perco o facetime com os netos. Divirto-me com suas brincadeiras e vejo a pequena comendo banana raspadinha.
Sessão pesada, dói tudo com as espetadas, manipulação das pantús, alongamentos e exercícios de equilíbrio naquela meia bola. Bosu, parece ser o nome.
Termino meu dia tomando sopa de legumes : esse é o verdadeiro atestado de velhice.
Terça-feira : começo o dia com a tradicional ginástica chinesa. De lá vou ao centro – de busão porque não estou autorizado a andar muito – para ver os modelos e preços de cadeira de rodas. Não tem mais jeito. Andar tornou-se uma tortura. Vai ser necessária para se mover um pouco, sair ao sol ou algum passeio.
Vi os modelos e preços, fotografei. Não aceitou nenhum, achou-os caros : de 800,00 a 1.100,00; alegando que não vai usar muito tempo, pois decidiu pela cirurgia – faz sentido – optamos de comprar via internet um modelo mais simples, por R$ 280,00 mais frete de R$ 65,00 com promessa de entrega em cinco dias. Comprei, paguei, assunto resolvido.
Mate e futebol, e-mails e noticiário. Almoço caseiro, lavar a louça, conversar com a menina dos gatinhos, preocupada com um deles, meio caidinho.
Às 14h, musculação forte e volta para casa a tempo dos primeiros minutos do jogo da tarde. Agora chegou o fisioterapeuta de X e sossego por aqui, aproveitando para escrever e revisar o texto antes de publicar. Não gosto quando vai alguma incorreção. Às vezes, na correria, alguns erros gramaticais ou de digitação, que são vistos depois de publicados. Mas há sempre um jeito de se arrepender e corrigir. Outras vezes, não. A oportunidade é única e não há volta.