Cada dia fica mais complicada a situação que se enfrenta aqui, sendo responsáveis e cuidadores da irmã de dona M.
Estou às voltas com duas pendências, ou dois caminhos para seguir.
O primeiro é mantê-la aqui, comprando mais um imóvel no mesmo prédio onde moramos, garantindo-lhe conforto e segurança.
Para isso preciso avançar nos meus savings. Essa é a menor das dificuldades.
Já me entendi com o assessor financeiro, já garanti a quitação e reforma do empréstimo consignado, só falta a terceira parte do valor estabelecido de 35% a ser cavoucado da conta dela.
Para isso, preciso convencer a gerência do Itaú, visto não ser minha conta e a titular estar sem condições de comprovar a honestidade da operação.
Mas, como sempre acontece, esbarra-se na contrariedade da pessoa em questão em vencer a resistência em mudar de endereço.
Já contei aqui das experiências anteriores: quatro imóveis comprados e refugados.
A segunda opção é devolvê-la ao seu endereço pessoal e de origem, onde na fantasia dela mora muito bem sozinha sem precisar de ninguém.
Certo, certo. No passado funcionava bem. Agora, não.
Atualmente não consegue completar uma tarefa mínima de casa sem errar numa fase qualquer.
Seja no preparo, seja no horário, em qualquer circunstância não acerta nada.
A começar pela medicação, depois nos cuidados pessoais e por aí vai.
Não vou detalhar, é redundante.
Continuando: para despachá-la de volta vai ser necessário contratar duas cuidadoras, na opção particular, com custo estimado de 6 mil reais mensais, que somados às despesas de rotina e diminuindo-se o crédito mensal, vai gerar um déficit de 5 mil por mês.
E ainda sou premiado com o trabalho adicional de administrar esta questão via e-social, responsabilizando-me civilmente.
Continua a saga, as conversas amalucadas, os planos mirabolantes, a encheção de saco permanente.