Um dia preguiçoso como os demais domingos de minha vida. Zero ânimo para qualquer atividade. Acordo mais tarde, ali pelas 7h, demoro a me ajeitar e, no máximo, passo café.
A manhã toda transcorre devagar, sem me mexer para nada. Tenho textos para ler e corrigir mas malmente os leio o início. Cadê vontade de iniciar?
O sossego da casa permanece até as 10, quando os pais aparecem e começa a gritaria e agito desses dois peraltas aqui. Não me importo, não me mexo, não me altero. Deixo que se entendam e se desentendam.
Faço um mate, vejo as notícias de sempre, percorro os sites e mídias sociais com as mesmas potocas (tudo bem aí no inferno, tia E?) de sempre.
Meio dia e tanto, almoço pra lá de jaguara, sobra da sobra da sobra de dias anteriores – nem tenho fome mesmo – e aguardamos a família se mandar para uma reunião com amigos.
Cá fico com dona M e seus achaques e resenhas familiares sem fim, sem solução, sem perspectiva de melhora com a irmã xarope.
Quatro da tarde, chove forte, o filho liga para nos ver (de má vontade, frise-se, devido ao cansaço das inúmeras viagens e compromissos. Percebo um alívio ao se despedir e ouvir as eternas lamúrias maternas.
Faço o possível para distraí-lo com um que outro chiste mas é inútil. O desânimo dele é maior e se despede rapidamente. Tudo bem, não é sempre que se está disposto.
Agora é só aguardar o retorno da família e o berreiro de sempre.
Tomei um café e preparei um bowl de oatmeal para me fortalecer. A alimentação está completamente fora de controle para mim quanto ao cardápio, horários, quantidades. Só vou me organizar a partir de quarta-feira, ao chegar em minha casa.
Estou pesado, barrigudo, sem ânimo, com a panturrilha direita detonada. Mais uma encrenca para resolver neste mês de dezembro, que se inicia amanhã.