Tudo certo na corrida. Minha preocupação eram as panturrilhas que pudessem travar.
Não aconteceu. Terminei sem incidentes, mas bem cansado e não consegui manter a corrida o tempo todo.
Andei diversas vezes. Trechos curtos, claro, mas vários.
Fixei o velho Bifon no km 8, tentando acompanhar e, quiçá, ultrapassar.
Não deu. Mas terminei trotando e concluí em 01:09:53 com pace sub 7 minutos, o que foi a melhor coisa da corrida.
Na verdade, cheguei apenas 5 segundos após o veio Bifon. E ele é da turma 70/74 e eu já estou na de 75/79, onde foi o número 9 em 19 velhotes.
Imaginar que, passados 24 anos de minha primeira Corrida Integração aos 49 anos, tinha concluído com 01:08:50, ou seja, 1 minuto a menos?
Então de tudo certo, numa prova com milhares de corredores e caminhantes, em que a nota distoante foi a dispersão.
Demorada, meus hora em pé, parado, num calor forte, suado e cansado, para receber a medalha xureque, apenas água pois as frutas e sorvetes tinham acabado antes de servir a todos.
Mas, para mim, não faz diferença, mesmo porque a inscrição foi cortesia.
Andei com dona H mais 500m até chegar no carro.
Aí vi dois riscos no parachoque traseiro.
Algum filho da puta bateu atrás ao manobrar e se mandou.
Meu carro é novo, tem apenas 3 mil km, nenhum risquinho.
Descansei a tarde toda, mas adiantei dezenas de páginas do texto atual em que estou trabalhando.
Meditação, um pouco de leitura, amendoim salgado e me recolher às 20h30.