Zero treino. Zero meditação. Zero leitura.
Passei a manhã toda fazendo nada.
Às 11h fui buscar a menina e o bebê, tradição das terças.
Lidei um pouco nas revisões, fiz uma reunião com o orientador do texto gigante de 70 e tantas páginas.
Mandaram-me um livro de presente, um xarope nunca visto, mistura horrenda de evangélico com autoajuda.
Além de um erro de português a cada três palavras.
Lixo total. O autor se intitula jornalista, com letra maiúscula.
Como descobriu meu endereço? Um amigo comum fez o grande favor de mandar.
Obrigou-me a responder agradecendo. Enchi-lhe de salamaleques. Um mínimo de inteligência perceberia a ironia.
Fiz compras no verdureiro ambulante.
Aí encontrei a vizinha querendo limas-da-pérsia. Este vendedor não tem. Ofereci-me para comprar no supermercado pois ela é uma pessoa extremamente frágil, debilitada por doença.
Após o almoço fui comprar e entreguei-lhe em casa. Agradeceu-e, quis pagar. Não aceitei.
A filha foi embora assim que o bebê começou a ficar inquieto.
Insisti que levasse meu carro, voltando amanhã. Dona M preparou-lhe um pacote com a refeição e frutas.
Amanhã ela volta e me devolve o carro. Às 5 da tarde vou ao dentista.