Terça-feira, 23

Zero treino. Zero meditação. Zero leitura.

Passei a manhã toda fazendo nada.

Às 11h fui buscar a menina e o bebê, tradição das terças.

Lidei um pouco nas revisões, fiz uma reunião com o orientador do texto gigante de 70 e tantas páginas.

Mandaram-me um livro de presente, um xarope nunca visto, mistura horrenda de evangélico com autoajuda.

Além de um erro de português a cada três palavras.

Lixo total. O autor se intitula jornalista,  com letra maiúscula.

Como descobriu meu endereço? Um amigo comum fez o grande favor de mandar.

Obrigou-me a responder agradecendo. Enchi-lhe de salamaleques. Um mínimo de inteligência perceberia a ironia.

Fiz compras no verdureiro ambulante.

Aí encontrei a vizinha querendo limas-da-pérsia. Este vendedor não tem. Ofereci-me para comprar no supermercado pois ela é uma pessoa extremamente frágil, debilitada por doença.

Após o almoço fui comprar e entreguei-lhe em casa. Agradeceu-e, quis pagar. Não aceitei.

A filha foi embora assim que o bebê começou a ficar inquieto.

Insisti que levasse meu carro, voltando amanhã. Dona M preparou-lhe um pacote com a refeição e frutas.

Amanhã ela volta e me devolve o carro. Às 5 da tarde vou ao dentista.

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