Acordar cedo, fazer café, legar busão, chegar na clínica às 7h30 e esperar porque só abre às 8h.
8h- fila grande, tofo.mundo entra para pegar a senha, espero para não me afobar.
Começa pelo 588 e o meu é 598.
Chamado às 9h e conversa final com.o médico: não tem saída. O diagnóstico é claro: Mal de Parkinson.
Um mal que assola nossa família: já sou o terceiro e soube que há um sobrinho já diagnosticado.
Recomendação: fazer um exame de imagem com radiofármaco para conferir o dano.
Saí di consultório e fui andando algumas quadras até a MN,velha conhecida de outros exames.
Sala cheia, 9 e meia, em jejum, a pé, remoendo essa história.
Atendente gentil, resolveu logo e marcou para dia 15 próximo às 10h.
Será um exame longo: injetar o fármaco, aguardar cinco horas para fazer as imagens.
Mais uma caminhada até o ponto de ônibus. Cheguei em casa às 10h, tomei café preto e pão sem nada.
Liguei para dona F e consoles seu choro.
11h- reunião on-line com o pessoal da imobiliária e advogado para mais um capítulo dessa história interminável do inventário da tia E.
Meio-dia e tanto; escrevo para os filhos e as respostas demorando. Certamente estão chorando também.
15h- compro lanche e vou visitar a neta.
Chuva, um dia triste em todos os sentidos.