Um dia aziago. Retorno ao neurologista, levando a RM do crânio.
Já estava pressentindo alguma complicação.
Conversa macia do doutor sobre o laudo inescrutável.
Comentei que parecia letra de música do Djavan, simplesmente incompreensível.
Resultado: pontos degenerados, baixa produção de dopamina apesar de meus exercícios intensos e pretensos hábitos saudáveis.
Cheio de dedos para me dizer que sou passível de desenvolver o Mal de Parkinson.
Genética não me falta: dois casos graves familiares pai e irmão.
Recomendou iniciar com Prolopa (levodopa) 0,25mg, pretensamente a menor dose possível, com 1 comprimido diário por 5 dias e passando a 2 comprimidos diários até completar 1 mês.
Retornar no dia 31 de janeiro.
Já comprei duas caixas de 30 por 29 reais no.programa Farmácia Popular. No particular custaria 95 reais.
Musculação caseira à tarde, sob intenso calor.
Dona G ficou jururu, sem ter o que dizer pois apostava em diagnóstico zero.
Já viu que a situação se agravou para o lado dela, imaginando certamente uma decadência minha rápida e inexorável.
Como se diz atualmente “ficou sem chão”.
A boa notícia: a se confirmar o diagnóstico posso requerer isenção do imposto de renda total.
Nada mais nada menos que 3 mil reais todo mês de volta para meu bolso.