Um dia de ótimas notícias. Excelentes. Mas não vou contar aqui ainda.
E uma noticia sombria: em 1971, com 21 anos, eu era professor em Triunfo.
Fiz vários amigos, colegas, admiradores e também desafetos.
Esses, invejosos. Um professor jovem desperta admiração em uns e inveja em outros.
Mas isso é outra história.
Amigo de verdade era um da família Halila, comerciante, casado com a irmã de um dentista e professor muito influente na política da cidade.
O casal tinha um único filho, com o mesmo nome do pai, uma criança de saúde frágil.
Numa festa religiosa tradicional da cidade o casal pagou uma promessa carregando a criança vestida de anjo, com roupa branca asas, tudo.
Hoje aparece a notícia da morte dessa então criança, aos 52 anos.
Como pode alguém assim tão novo se ir deixando esposa e duas filhas?
E um comentário lamentável: em resumo, o total desapontamento com um flagrante ontem à tarde pelas câmeras que instalamos há tempos no apartamento de C…
A pessoa que cuidamos todo esse tempo faz comentários diversos para uma visita conhecida – prima dela e de dona D – criticando nossos hábitos, atitudes e ações de anos a fio, quando estivemos cuidando e administrando suas dificuldades.
A visita concorda o tempo todo e ajuda a criticar. Não perceberam que estamos vendo e ouvindo apesar de não ser essa a intenção.
Mas a coincidência nos ajudou a ouvir, entender e perceber o quanto fomos otários durante mais de 50 anos.
Nunca é tarde para se surpreender.