Quinta-feira, 4

Dormi mal, sofri a noite toda com um tipo de dor de dente mas, como não havia motivo, na verdade foi uma nevralgia no lado esquerdo inteiro do rosto.

Ficava latejando sem me deixar dormir, ouvindo as algazarras tradicionais das madrugadas desta rua Riachuelo.

São bêbados, prostitutas, desocupados, malucos em geral, que gritam, dizem palavrões, brigam, vandalizam lixeiras.

Apaguei mesmo das 4 às 7 apenas. Tomo banho frio para despertar e espero o café que não fica pronto.

Em casa faço café diariamente às 6h, sem falha.

Aqui a titular da casa levanta mais tarde e não consegue fazer porque não tem filtro de papel. Esqueceu de comprar, esqueceu de repor, esqueceu de avisar, esqueceu de me pedir para comprar.

No duas anterior fui ao supermercado e comprei tudo que colocaram na lista mais minhas escolhas incluindo aí o pó de café.

Para encerrar, ao acordar a neuralgia tinha sumido.

9h- visita ao irmão 04, sempre acamado. Levei-lhe uma caixa de doces e também uma para a cuidadora.

Contei-lhe minhas aventuras esportivas, minhas agruras com as 01 e 02, a viagem, falei dos filhos.

Conversamos sobre o Imposto de Renda, sobre a AMS, PETROS, gastos, contas e investimentos.

Recusei o convite para almoço mas fiz-lhe um mate caprichado e fiquei até 11h30.

De busão para o centro, parei na Galeria Andrade para comprar coxinhas e salvar o almoço, cada vez mais mixuruca e sem graça: uma de má vontade e enjoada de cuidar da outra, a outra não sabe fazer nada.

Duas da tarde: no Public Garde, dei 4 voltas sendo uma correndo, as outras andando.

Canso com facilidade, enjoei dos mesmos lugares de sempre e sentindo a vista embaralhada: dormir mal, remédios para pressão e colesterol altos, incômodos em geral, reclamações sem fim por aqui.

Gostaria de nesse momento estar quieto na minha casa.

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