Pular cedo, fazer café, tratar da gata, trocar de roupa e me mandar para a consulta com nefrologista às 8h.
Estava acostumado a consultas à tarde mas, seguindo a tendência atual o médico fechou o consultório particular num imóvel térreo de bairro e mudou-se para um shopping gigante daqui, compartilhando uma também gigante clínica.
Resultado: longe, teria que pegar dois ônibus ou ir de carro e pagar 13 reais de estacionamento.
Para aumentar o prejuízo ele saiu do Plano de Saúde e tive que pagar a consulta particular.
Preço promocional de clínica popular: 180 reais. A sala de atendimento: um cubículo com a mesa capenga. Ao me acomodar na cadeira observei que o tampo frontal estava desparafusado, com risco de uma tábua cair sobre meus pés.
Alertei o médico, que ficou sem graça com tamanha esculhambação.
Resultado da consulta: manter a medicação que supostamente deveria me ajudar a não mijar tantas vezes por dia.
Às 9h15 em casa. As irmãs foram comprar bugigangas na “Maravilhas do Lar”, levadas pela filha.
Enquanto isso, faço compras no verdureiro no meio da rua, onde converso com as vizinhas velhotas, até parecendo cenas daquela antiga novela “Dona Xepa”.
10h- exercícios de musculação em frente da TV ligada no YouTube, onde assisto umas palestras de budismo.
11h- mate Legendária
12h- chegam as três para o almoço, vegetariano total. Estou caprichando na dieta na tentativa de pelo menos controlar o peso que não para de subir, visto que estou há três meses sem treinos aeróbios devido às atividades de tratamento da vista, das canelas, da pressão alta.
Mas ainda vou conseguir voltar aos treinos de corrida de rua. Estou vivo e animado.