Sábado, 12

Dia de recomeçar os treinos de rua depois de duas semanas sem atividade aeróbia.

Foram 8km com um trechinho andando antes e depois.

Um pouco de descanso à tarde, seguindo para a meditação das 16h em nossa Associação.

Terminada às 17h30, começo a via-sacra nas farmácias à procura de um medicamento de uso continuo de dona G.

Sempre rola um stress porque é difícil de encontrar. Por ser de alto valor – 630 reais a caixa com 30 comprimidos para uso de 1 por dia – nenhuma rede mantém no estoque.

A desculpa mais usada é “o laboratório descontinuou a produção.

A receita é para duas caixas. Uma ou outra farmácia tem só um frasco. Não aceitam mandar de uma para outra “porque o sistema, porque o controle, porque não sei o quê…

O recurso é comprar uma só. Verifico a validade “fevereiro/23” mas não aceito, está praticamente vencido.

Encontro outro para maio/23 e o jeito é comprar esse. Vou pechinchando até aparecer o desconto do fabricante, dá farmácia, do gerente, do Lula, do Bolsonaro, do Satanás.

Preço final: de 646,39 por 465,40

A essa altura já são 18h15 e entro no supermercado para compras básicas. Aqui a encrenca é outra.

O caixa trava numa cliente que reclama do preço. No outro, um sujeito quer pagar usando o relógio por aproximação e a maquinista ignora as sacudida do braço dele. Furioso, abandona as compras.

Minha vez. Os códigos de barra não fazem o plim e o atendente precisa copiar aquele número comprido, um por um.

Finalmente me livro e volto para casa. A fome tem que esperar pois são 19h15 e a meditação começará em instantes.

Nove da noite, jantando de boas.

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