Primeiro de agosto, segunda-feira

Passei a metade da manhã revisando a prévia de um livro de 165 páginas.

9h30 – levar dona G fazer seus exames femininos na Clínica de Radiologia. Ela dormiu mal, acordou indisposta mas manteve o jejum até 10 da manhã. Lá fomos nós, disputando espaço com dezenas de velhinhos.

Um deles, terminada a tarefa, foi pegar o elevador. Em vez de pressionar o botão de descida apertou o comutador de luz da sala. Ri sozinho, ninguém mais percebeu.

Treino de rua ficou para a tarde. Fui às 3 horas, na pista. Convidei dona R, que refugou. Estava ainda com mal estar, preferiu descansar.

Fiz o treino tranquilamente, na pista vazia. Só eu e as quatro corujas buraqueiras, mãe e três filhotes. Elas saem de uma toca no canto do campo de futebol e ficam me observando a cada volta.

Há também os quero-queros, mal humorados, sempre ameaçando dar uma rasante na cabeça dos atletas.

Quatro da tarde, estou de volta. Um copo de Nescau e continuo a correção. Já estou na página 60. Faltam 103.

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