Andar 4,5km para testar as panturrilhas. Tudo certo, nada incomodou. De volta para casa, musculação.
Escrevi um texto contando a perda e recuperação do meu e-book Kindle há dois anos.
Vou publicar aqui.
Meu Kindle é bem velhinho. Foi um presente de minha filha em 2014. Companheirão, me acompanha onde for. Certa vez, esqueci-o dentro do avião. Estava acomodado para partir e veio a ordem para troca de aeronave. Mas ele ficou no bolsão à frente.
Percebi o sumiço já desembarcado, sem chance de voltar resgatá-lo. Pedi, naturalmente, no balcão da companhia para que o procurassem.
Várias horas de angústia após, soube que tinha retornado à origem e alguém poderia retirar na agência bastando comprovar a senha de acesso. Essa parte foi fácil: um irmão resolveu a parada.
Mas 500km nos separam e meu Kindle foi para a gaveta à minha espera, que se prolongou um ano durante a pandemia.
Meu irmão teve a ideia de despachá-lo, de Curitiba, por Sedex para outro irmão mais perto, em São Paulo. Como este me visita eventualmente, traria na primeira oportunidade. Que levou mais um ano para acontecer.
Finalmente, apareceu em Campinas cumprindo a promessa.
Kindle, não é?
Não. Distraído, trouxe um HD externo, que voltou com ele nos dias seguintes.
A pandemia recrudesceu, ninguém sai de casa, nem meu Kindle.
Finalmente, seis meses depois me foi devolvido. Cansado, precisou de duas horas para carregar a bateria exausta, mas está funcionando perfeitamente após ficar dois anos e tanto apagado numa gaveta.
Não, não vou trocá-lo por modelo mais novo. Gente velha gosta de conservar seus amigos, sejam eles mais lentos, desbotados ou velhos também.