Sexta-feira, 9h, de carro em direção ao petshop, pela avenida Carmona, mantenho a esquerda para fazer o retorno e acessar a loja pelo lado direito. Vou devagar, sinalizo a manobra e um sujeito atrás claramente irritado com minha velocidade fica praticamente encostando na traseira. Dou-lhe a vez, ele ultrapassa acelerando e para 50 metros adiante exatamente aonde eu também iria.
Estaciono ao seu lado porque a vaga disponível estava ali. Não encaro, não sinalizo nada. Desço calmamente e entro na loja. O tal velhote estressado fica com cara de paisagem e some-se.
É um maluco atrás do outro, o tempo todo.
Hoje, sábado, saio às 7h para minha rodagem de 8km na avenida. Deixo o café pronto e um bilhete porque dona Q ainda está acomodada.
O dia está perfeito para correr e é o que faço após andar 10 minutos para aquecer. Desço a Marcondes Salgado, entro à esquerda na avenida e sigo macio. Macio até completar o primeiro quilômetro e me estatelo na calçada, tendo escorregado na terra molhada trazida pela chuva.
Além do susto, sangrando o joelho, sujo de barro nas pernas, tênis, braços e calção, estou uma figura lamentável. Seguir adiante é só que penso. Atravesso a avenida e, no canteiro central, me lavo nas poças da última chuva.
Um que outro me olha de soslaio devido ao sangue escorrido. Este logo some lavado pelo suor que escorre pernas abaixo.
Completei o circuito desejado de 8km e volto andando para casa. O corpo vai esfriando e as dores aparecem.
Mais uma aventura desastrosa com um final mais ou menos. Ruim pelo acidente, bom pelo treino concluído.
Nada novo. A vida é feita de pequenas histórias.