Terça-feira, 14

Um dia extremamente quente. Não saí para nada. A fisioterapeuta recomendou uma semana sem caminhadas para observar o comportamento do sacro-ilíaco, região que me atormenta há tempos.

Não está fácil. Sem correr já me deixava aborrecido e agora sem andar também.

Vou aguentar firme até sábado pois estou contando o tempo desde domingo último.

Amanhã será a sessão 19 e pretendo encerrar na outra segunda-feira com a sessão 20. Daí dou a desculpa de viagem para me livrar dela por uns dias para não me prender a mais uma série de dez, que dura cinco semanas e 990 reais.

Nem tanto pelo valor mas pela chateação. Quem frequenta esse tipo de tratamento sabe a que estou me referindo.

Mudando de saco para mala, ontem voltei aos exercícios de ginástica chinesa on-line com minha turma de velhotes.

Tinha abandonado esta prática em casa porque já andava enjoado de tanta live, meeting, zoom, webnários, todos esses formatos.

Mas voltei para me ocupar com mais um assunto. Ficando “devarde” enlouquecerei antes do tempo.

Continuamos aqui com a irmã de dona B, nesse vaivém sem progresso ou solução.

A história agora é a seguinte: a neuro-psicóloga entregou um laudo gigantesco com o resultado dos testes e recomendação de voltar à médica inicial neurologista.

Não tive paciência de ler até o fim. A conclusão é óbvia: pessoa de hábitos solitários, de luto sem fim, que perdeu a principal razão de viver, qual seja, cuidar da mãe.

Aposta furada, é claro. Cuidamos todos de nossos familiares mas o exagero e a aposta num só objetivo frustram o freguês ao perder o objeto de seu plano.

E agora? Agora fica relembrando, remoendo, justificando, revivendo um passado que não voltará.

E para marcar a consulta de volta? Desde sexta-feira passada se arrodeando, se esquivando do compromisso.

Finalmente marcou para daqui três dias e a menina é quem vai acompanhar para tirarmos dona Q do circuito.

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