Sábado, 4

Mais um dia sossegado, tirando as conversas tensas das duas o dia inteiro. É um tal de uma delas mandar na outra, isso e aquilo e aqueloutro full time. Agora me deram um pouco de sossego, saindo com a filha para ir à horta. Aproveito para escrever sem interrupção, ajustar minhas contas, organizar os e-mails ou apenas ficar de boas em silêncio.

Até a gata se acomodou aqui perto, acompanhando meus assuntos.

Saí de manhã para caminhar, mais ou menos 5km, levemente, parando em dois lugares; o primeiro para comprar tinta spray pois dona Q resolveu pintar os lustres da sala. Ontem passou horas lavando as janelas, e eu com o coração no papo: vai que despenca da escada. É uma temeridade quando pessoas com pouca mobilidade ou condição física precária – dois joelhos travados, inchados – resolve subir pelas mesas, pias, máquina de lavar, o diabo a quatro.

Felizmente, terminou sem incidentes. Ajudei a remover o tampo de vidro da mesa grande da sala, um trambolho pesado e perigoso. Certa vez, trincou de ponta a ponta ao pousar uma travessa quente na hora da refeição. Tremendo prejuízo, trabalho perigoso de recolher os fragmentos.

Funciona assim: eu entro embaixo da mesa e suspendo um lado para que ela remova o cisco acumulado no encaixe do tampo. Fico lá estaqueado até concluir essa parte. Depois, passo para o outro, mesma estratégia. A todas essas, a irmã encostada na porta, olhar no infinito, pensando no vazio.

Voltando à compra da manhã, fui à loja defronte para comprar uma bisnaga de tinta branca pois ela invocou de recuperar os rejuntes dos azulejos da cozinha. Vai ser preciso escovar cada listinha de azulejo, lavar, secar e aplicar o produto. Depois de seco, esfregar uma flanela para dar acabamento.

Será outra aventura, imaginem a cena.

Parei no supermercado para comprar filtro de café 103, mais aveia e guardanapos. Fiquei espiando as novidades e escolhi uma lata de 400g de banha de porco. Conhecem? agora é novidade o que foi tão comum em outros tempos.

Um produto grosseiro que virou “gourmet” numa embalagem bonita, de lata, a preço de caviar. Trouxe uma para distrair as duas. Para mim, um pacote de café “premium”, outra bobagem lindamente embalada. E pão sovado porque ando carente, comendo igual um ogro, enquanto não posso voltar aos treinos de rua.

Estão gostando das histórias? a intenção é distrair vocês com estas mal traçadas linhas, como iniciávamos as cartas antigamente.

Não sei se anotei aqui mas ontem agendei novamente o exame de ultrassom dos “países baixos”. Será no dia 13 às 10h e, por esta razão, pedi para mudar meu horário de 8h da fisioterapia, além da quarta-feira para acompanhar dona U na remoção da perereca superior. A fisioterapeuta reorganizou outros horários.

A questão é que não mencionei que isto se dará na próxima semana, a partir do dia 13 mas, sendo adiantado, a próxima semana começa no dia 6. Não vou assumir a confusão, deixarei assim e invento outra história para a segunda fase.

Estou aqui escrevendo e ouvindo o estrondo na porta que o vizinho atual – defronte meu apartamento – faz ao sair inúmeras vezes por dia para fumar no jardim. É um sujeito jovem, com cara de maluco, não olha nem cumprimenta ninguém. Começa às seis da manhã e vai até perto da meia-noite todo santo dia. É cada bordoada na porta que estremece tudo aqui. Acima do meu são dois malas que falam alto, ouvem música alta, fumam sem parar.

Outros vizinhos incomodados reclamaram e, finalmente, surtiu efeito pois moderaram um pouco. Não endossei a lista porque não quero conversa com estranhos. Basta uma vez que falei direto com o sujeito a respeito de atirar cinza pela janela parando na minha. Abordei o cidadão e expus o incômodo, de forma civilizada. Ele desculpou-se e não aconteceu mais. Conosco não tem enrosco, resolvo na fonte.

Já enchi a paciência de vocês com essas histórias. Vou esquentar a água e fazer um mate. Até amanhã. Divirtam-se, com moderação.

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