Ontem, às 11h30, costumeiramente liguei para o irmão 2. Atendeu-me a cuidadora: ele está deitado, quando toma o remédio principal fica prostrado durante a hora.
Deixo-lhe lembranças. Não, ele vai atender, ele sabe que é você e fica esperando sempre neste horário.
Tudo bem, vamos lá. Conto-lhe alguns detalhes dos dias anteriores, faço-o rir.
Não entendi quase nada de suas respostas, com a voz sumida. Faz de conta que conversamos.
Foi-se para o paraíso canino a cachorrinha do irmão 2, depois de viver 15 anos dividindo a presença com o apartamento vizinho, da irmã.
Parece bobagem, mas é sempre triste uma perda de um ser com quem se convive tanto tempo.