Demorei para conciliar no sono. Às 21h30 recebi o aviso, por telefone, do falecimento da tia.
Foi-se aos 96 anos faltando 22 dias para completar 97.
Encontrada caída ao lado da cama, não se sabe quantas horas esteve ali no dia mais frio da cidade.
Levada ao hospital, constatou-se hipotermia e pneumonia. Vítima do costume de viver solitária, ficou muitas horas sem atendimento.
A última dos sete filhos de meus avós paternos, morreu como viveu: sempre só, apesar dos cuidados dos sobrinhos e sobrinhas-netas filhas de Nancy.
Conversei com ela mês passado como era meu costume. Foi engraçado porque estava na casa de meu irmão LA e este ligou-me por vídeo. Mas ela não conseguiu me ver porque viera consultar no oftalmologista e estava ainda com as pupilas dilatadas.
Foi nossa última conversa ao me perguntar dos filhos e netos como sempre fazia.
Descanse em paz, tia, junto de seus pais e irmãos.