Treino de hoje: às 8h30 nesse dia azul e luminoso.
Comecei andando até o banco com a intenção de depositar 60 reais. Já contei aqui meu costume de não ter cédulas na carteira. De sorte que, há alguns dias, tirei 100 no caixa eletrônico para ir ao barbeiro.
Ficaram-me estes 60 esquecidos, ou melhor, sem utilidade prática no dia a dia. É a comprovação de que notas estão em fase de extinção, tal e qual as fichas telefônicas e outros costumes que vão sumindo sem deixar saudades.
Mas contava eu que fui até uma agência no caminho do treino e encontrei-a fechada, vítima da Fase Vermelha. Fiquei ali parado esperando para atravessar a rua enquanto se aproximavam dois sujeitos com um carrinho de reciclável meio escangalhado.
Abordaram- me pedindo uma contribuição para tomar café e já contando que um carro bateu no carrinho e quebrou não sei o quê e que mais e isso e aquilo.
Tufo certo, mano, aqui tem 20 reais para vocês.
Comecei bem o dia recebendo um caloroso muito obrigado.
Reiniciei o treino e fiz tudo completo: trote leve de 15min mais 5 tiros de 1min intercalados com trote leve de 5min e encerrando com caminhada de 20 minutos, alongamento e chegada em casa.
Saí para comprar feijoada na vendinha do japonês da esquina, que frequentamos há 38 anos.
Perdi a viagem. Novos donos contando que o casal proprietário se aposentou e passou o ponto.
Mais um que sai de cena. Novos tempos, velhas soluções.
O recurso é o feijão com arroz caseiro mesmo.
Salve, pessoal.