Segunda-feira, 22

Na sala de espera do consultório, numa clínica gigante, no super-shopping.

Marcada a consulta para 10h20, o chamado foi agora às 11h15.

Trouxemos a irmã de dona D ao neurologista, indicação médica de uma amiga de longa data.

Há uma preocupação grande com o comportamento errático da cunhada, com tristeza, apatia, perda de peso, alienação, só falar do passado, atitudes próprias de depressão ou senilidade.

Dona T está com as dores aumentadas de tanto se preocupar com a irmã.

O próprio treinador delas confidenciou-lhe ver sinais típicos de Alzheimer em andamento. E advertiu: vai sobrar para vocês…

Mas dona R não tem condição física de atender na íntegra e já dá sinais de cansaço com esta convivência de quatro meses.

Sua esperança é hoje nesta médica para orientar ou medicar ou pedir alguns exames.

11:30 – consulta finalizada, saíram com cara de mais ou menos. A médica pediu exames e recomendou um antidepressivo. Pelo jeito, não vão aceitar nem uma coisa nem outra. Perguntei se queriam passar na farmácia, a resposta foi não.

Os exames dependem de aprovação do Plano de Saúde. Parece que o assunto vai cair na caixa de espera. A conferir. Fiquei quieto, paguei 11 reais de estacionamento e voltamos ainda em tempo de um mate.

Calor forte à tarde. Almocei e ajudei na arrumação da cozinha. Encarrego-me da louça do almoço, de remover o lixo, lavar minha roupa, tratar do gato e arrumar a cama. Deitei e apaguei por duas horas.

Leio as atualizações do grupo de antigos colegas da refinaria e deparo-me com a notícia do falecimento de um prezado colega, aos 65 anos, mais uma vítima da Covid-19. Mais um que se vai muito cedo.

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