Quarta-feira, 6

Dia de Reis. No meu tempo de criança chamava-se Dia da Fada.

Pendurava-se um pé de meia na cabeceira da cama e amanhecia cheio de doces e uma nota de cinco cruzeiros.

Era uma tradição vinda não sei de onde, se do lado dos polacos ou dos italianos.

Continuei com meus filhos enquanto estiveram em casa conosco.

Era divertido e sempre animada o encontro logo cedo.

Mas tudo se acaba, tudo dá voltas, o que era novidade se acabou, o que não se usa mais vira novidade novamente.

Treino de hoje: fiz o de ontem, com 5km variando a “velocidade”, aqui no Parque.

Levei as duas comigo. Dona R faz um esforço hercúleo para andar um pouco. Já a irmã dela anda sonsamente, alheia a tudo, sem a menor alegria ou entusiasmo.

Parece querer se livrar de tudo e de todos. É difícil compreender mas penso que é a mente depressiva que funciona assim.

Vamos cuidando de acordo com nossas possibilidades.

Pelo menos tem quem olhe por ela e não a deixe só.

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