Hoje não há treino para descansar para amanhã. Passei a manhã toda em casa às voltas com os textos a serem corrigidos. Terminei todos, sete no total, cerca de duzentas e tantas páginas.
O guri ligou cedo pedindo a carteira de vacinação para comprovar a situação dele para sair do país e entrar aqui.
Reviramos os arquivos durante meia hora para encontrar. Achei-a com data de 1983, tanto tempo atrás, mas o suficiente para provar o histórico.
Foi legal ver os recibos da Maternidade da Visconde de Guarapuava, todos guardados cuidadosamente.
Ao meio-dia me ligaram do Consultório cancelando a consulta de hoje. Vai ficar para dia 20.
Levei a irmã de dona R ao caixa eletrônico para validar uma senha. Apavorada com qualquer detalhe, mal conseguiu acessar a conta pela biometria. Percebi que não pressionava o sensor com força suficiente para a máquina ler sua digital. A que ponto chega uma pessoa deprimida, com medo de tudo e todos.
Na décima tentativa finalmente funcionou. Agora tem o aplicativo instalado no celular mas tem pavor de executar alguma operação. Sequer conferiu o saldo.
E por que o aplicativo? Porque insiste em que eu tenha acesso à sua conta se “lhe acontecer alguma coisa”…
Então é assim. Fiz-lhe a vontade para que se acalmasse e tivesse alguém em quem confiar.