Sexta-feira, 4

Histórias de ontem ainda: na hora do jantar, às 19h30, fui percebendo que ela estava empalidecendo, típico de quem vai desmaiar. Medi-lhe a pressão, estava muita baixa em 8 x 5. Preparei um copo de água com açúcar e sal, atendi para que não apagasse. Melhorou levemente. Resolvi sair e comprar um isotônico. Quase tudo já fechando, ainda encontrei um boteco, comprei um Powerade, que foi a salvação.

Já salvei dona O em outras ocasiões com este artifício.

Fiquei de vigia até nove e meia da noite e voltei para o hotel. Hoje de manhã – sexta-feira – estava mais animada e confessou que tem muito medo de tudo e de todos, sente angústia generalizada e outros pequenos sofrimentos.

Acredito que ficando conosco, tendo paciência e dando acolhimento vai sentir-se melhor.

E já estou observando um progresso hoje durante a viagem para casa, que seria o pior momento. Mas deu tudo certo. Foi uma viagem tranquila, pouso suave e pontual e a menina foi nos buscar. Na chegada encontramos o mate e almoço prontos. A reunião foi agradável, tentando segurar dona F e seus conselhos sobre tudo e todos.

Não vai ser fácil cuidar de uma e segurar a outra.

As crianças ligaram. O menino, feliz, por ter ganhado uma vara de pescar. A mãe foi voto vencido mas o pai, de tradição esportiva, ganhou a disputa. A esperança da mãe é que o guri vai se desinteressar logo porque não é de ficar parado e pescaria é um esporte silencioso e paciente.

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