Quarta-feira, 28

São 5h30, estou passando café.

Agora são 8h30 e estamos saindo para a consulta ao endocrinologista às 8h50.

Atendimento cordial e pontualidade. Um bom começo. Médico idoso, educado, atencioso. Resolveu rapidamente o ajuste na dosagem dos remédios.

Um consultório minúsculo, pelo jeitão improvisado numa sala dentro de um Laboratório de Análises Clínicas. Muita gente por ali.

De saída, parei na farmácia e já comprei os novos medicamentos de dona F e lá se vão 187 reais.

São agora 10h30, o calor está forte e assim mesmo saio para rodar 5km.

Ando 1km e corro 5km.

São 13h30 e vou à farmácia de homeopática para aviar a receita de mais um suplemento para mim e dois para dona B.

Lá se vão 300 reais. É perto daqui mas fui de carro porque já estamos com 30 graus ao sol.

São 14h e estou no supermercado ao lado para comprar café.

Um sujeito me aborda e pede dinheiro. Aviso-lhe, mostrando a carteira, que não carrego dinheiro e só uso cartão.

Sem desistir, começa a contar uma história que promete ser comprida, de liberdade provisória, dois homicídios, precisa ir não sei aonde – não entendo bem por causa da máscara – e queria comprar xampu e condicionador.

Esses papos sempre são esquisitos. Disse-lhe que esperasse eu terminar minhas compras e passaria no caixa o que ele precisasse.

Ao terminar, estava ele esperando lá fora. Chamei-o e autorizei comprar o que necessitasse.

Não se fez de rogado. Escolheu o xampu e condicionador Nívea. Precisava mais alguma coisa? Sim, um desodorante. Escolha, então. Em instantes volta com um pote de hidratante, um desodorante spray, e os tais xampu e condicionador já mencionados.

Agradeceu-me e saiu. Paguei a conta extra de 88 reais. Tudo certo.

Chamo isso de impermanência, a essência do Zen-Budismo: coisas acontecem do nada, surgem e somem, e a vida continua.

São 15h30 e estou descansando e escrevendo essas histórias.

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