Domingo, 18

Dia de não-treino. Saí com dona G e andamos 850 metros em 33 minutos.

Fazendo as contas, até um jabuti nos ultrapassaria. Mas é o que ela conseguiu fazer. Para encerrar, tomar sol nos bancos do jardim em frente do edifício.

Surge meu conhecido, Sr.Siqueira, morador vizinho, 91 anos. Conversamos durante meia hora, repetindo histórias de sempre. Mas ele parece contente em me ver pois dou-lhe atenção.

Reclama que a filha impede-o de sair à rua, onde certamente iria à Banquinha do Zé, na esquina, e tomaria seus tragos, como sempre fez desde que enviuvou há oito anos.

Todo mundo, principalmente os idosos, sempre estão a reclamar de alguma coisa.

Observando bem, quem pode ou costuma se exercitar apresenta bom humor e alegria de viver.

Tenho o exemplo da cunhada, às voltas com momentos de tristeza, medo, insegurança, remoendo o passado. Estamos preocupados com a solidão dela, episódios de choro e desânimo.

Com as dificuldades impostas por esta pandemia, interrompemos as visitas por segurança. Afinal, todo mundo anda mais recluso e está padecendo igual.

O melhor antídoto para a negatividade é mexer-se, movimentar-se, fazer academia, praticar qualquer esporte, andar, ler, estudar, meditar, orar, treinar um instrumento musical.

São tantas as opções que falta tempo para fazer tudo o que é possível. Mas basta escolher uma ou duas.

A tristeza não resiste ao suor.

Deixe um comentário