
De manhã: levar dona S para comprar tinta de cabelo e antiinflamatórios. Não perdeu a mania de tentar encobrir a passagem do tempo, igual para todo mundo.
O pior é que o resultado não chega nem perto da expectativa. Olhou-me de cara feia só porque disse que parecia sorvete napolitano: vermelho da tinta, branco do natural, marrom da última tentativa. Estava tricolor.
Será que se eu comparasse ao uniforme do São Paulo iria piorar?
Fiz meu treino de funcional no quarto às 3 da tarde depois do sagrado cochilo domingueiro.
Passamos o dia mais sossegadamente porque o casal e os 🐈 ficaram desde ontem até agora no apartamento deles, ainda em meia viagem.
Dona F aproveitou para lavar as janelas, apesar de ser domingo e estar padecendo com suas dores.
As articulações dos joelhos estão num processo grave de desgaste. Anda com dificuldade, move-se lentamente, não consegue segurar direito os objetos, que lhe escapam dos dedos deformados.
E o tratamento vai de mal a pior, refugando a medicação a pretexto de salvaguardar os órgãos internos. Tem medo que sucumbam aos produtos químicos.
Só me resta ouvir e não dar palpite pois está irredutível. O tempo é o senhor da razão.