A história da missa de ontem: fiquei intrigado com a celebração, nada a lembrar uma cerimônia de sétimo dia.
Para começar, uma missa campal no estacionamento do Salão Paroquial. Tudo bem, compreensível em época de pandemia.
Mas daí a maioria ficar dentro dos carros como se fosse um cinema drive-in vai uma distância enorme.
Havia cadeiras em semi-círculo também, onde me acomodei com dona S, sob um sol de lascar.
Compatível com o convite, fui de roupa social discreta, em mangas compridas.
Não fui o que vi, com cavalheiros de bermudas e outras barbaridades.
Ao par de todos estarem com máscaras, não reconheci nenhum antigo colega nem os familiares do finado.
A exuberância do celebrante e seus avisos administrativos foram a pá de cal na cerimônia que se pretendia triste ou, pelo menos, contida.
Saí com a sensação de ter participado de uma reunião de condomínio.
Talvez esteja eu saudosista do tempo de Samas e sua religiosidade solene.
Ontem o que vi foi a mistura do sagrado com o profano, com dez a zero para este último.