Saí de casa, de carro, duas vezes hoje.
A primeira para fazer compras de supermercado. Sozinho porque dona G prefere não se arriscar.
A segunda para fazer meu treino de musculação adaptada, sozinho
Dentro de casa não funciona. Não há espaço e não tenho privacidade.
Recurso: fui à sede da Associação, onde aproveitei para pesquisar uns dados antigos de nossa história para fazer uma mini-palestra mais à frente.
Na volta parada na farmácia para refazer o estoque de dona T.
Em casa, dou um trato nos meus violinos, há tempos guardados. Afinei-os e toquei um pouco, assustando a gatarada.
Na verdade, espantados ficaram os dois novos porque a velhinha de 16 anos nunca se incomodou e agora pareceu-me que está ficando surda.
À noite temos que manter uma luz acesa permanente porque ela não acha a caixa de areia e os potes de água e ração.
Ficar velho dá nisso: começamos a errar, esquecer, enganar-se, atrapalhar-se com miudezas.