Hoje reiniciei meus treinos por conta e risco. Mas foi apenas uma rodagem leve de 4,5km iniciada com uma caminhada de 500m e, na sequência, mais rapidamente.
Pedi à menina que me trouxesse os tênis que gosto. Comprei dois pares nos EUA mas não quero começar com eles aqui nesta região de muita poeira. Esqueci de trazer as meias de corrida, então estou improvisando com um par de algodão, mais grosso e inadequado para esporte.
Nada de muito especial, é possível exercitar-se e divertir-se sem muita aprontação.
Ao contrário do que estava habituado, aqui preciso usar máscara ao ar livre para não destoar das pessoas que encontro e chamar muito a atenção. Mas é complicado porque a umidade da boca e nariz fica presa e vai encharcando o tecido.
Mas logo me acostumo com isso. Nada é definitivo, tudo pode ser mudado e adaptado, sem neuras.
Almoço simples, feito em casa. Uma noite excelente de sono, neste lugar silencioso e sem gato ou cachorro ou crianças. Só os velhotes aqui, cujo maior barulho é roncar de vez em quando.
Estava muito bom com os netos e a família mas ficar a sós também é bom. Ontem fui dormir mais tarde pois fiquei a ler pela enésima vez a sempre agradável história de “O amor nos tempos do cólera”.
Tenho observado que leio de tudo um pouco o tempo todo e logo esqueço o que li. Sempre é uma novidade quando reabro um livro. Não é bem esquecer mas não guardar muito detalhadamente o que se passa nas histórias.
Não me preocupo com isso, é apenas a constatação que a vida vai mudando a cada dia.
Quatro da tarde: dona B quis andar. Lá fomos nós, devagarinho, com muita dificuldade. Foram 500m em 17min, até um jabuti conseguiria nos ultrapassar. Mas foi o possível de ser feito. Ela está muito mal das articulações, queixando-se de dores e travamento.
Devido à falta dos remédios, o quadro desandou. Vai ser uma trabalheira para ganhar um pouco de melhora.
Ontem já fui à farmácia para completar o que faltava. E trouxe-lhe também amendoim japonês e mimosas para que se alegrasse um pouco.
Outras atividades: renovar a CNH, vencida em maio. Paguei as taxas e agendei o exame de vista. Custo total de 156 reais para mais 3 anos.
Bastou confirmar o pagamento e surge a mensagem na tela do smartphone: prorrogado o prazo de renovação devido à pandemia.
Perdi o serviço e o pagamento. Mas antes da quitação não havia nada no aplicativo, pois uso a carteira digital tanto da habilitação quanto dos documentos do carro.
Agora é tarde. Vou fazer o exame no dia 11 às 12h30 e ainda pagar 99 reais para o médico.
Sempre que possível, arrancam o dinheiro da gente sem dó.