Treino de hoje : 6 tiros de 300m x 100m mais 3km de trote leve. Feito às 8h, já com 30oC. Treino simples, sem grande esforço. Total de 5,6km. Ontem foi musculação à tarde e mais uma caminhada com o cachorro, atividade rotineira diária.
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Tios. Tive muitos. De um lado, o paterno, foram seis, incluindo aí as “irmãs cajazeiras”, uma mais braba que a outra. Solteironas, passaram a vida a cuidar dos pais. Os masculinos, três – Ernesto, Lourenço e Ângelo – afetuosos, divertidos, pacientes com os filhos e sobrinhos. Sempre os tive na maior consideração por serem amorosos conosco. Uma excelente lembrança.
Já elas eram de trato difícil. Minha mãe não as suportava. O contrário também era verdade.
A primeira, costureira conhecida pela qualidade do trabalho mas que levava uma eternidade para terminar uma encomenda; dona-de-casa, responsável pela cozinha igualmente caprichada. Morreu de velhice com 90 anos, apagando suavemente.
A segunda, um pouco mais dócil, trabalhou a vida toda nos Correios, onde dividia o serviço e tratava com grosseria nada velada a cunhada, que morava com a família na própria agência. Padeceu horrores com um câncer de mama, que a levou depois de anos de sofrimento.
A terceira sempre foi ou se achava a “dona” da prefeitura, onde cuidou da tesouraria com mão de ferro. Todos os prefeitos a temiam porque desde aqueles tempos tentavam manipular ou cometer as hoje chamadas “pedaladas fiscais” mexendo no orçamento. Nenhum conseguiu enquanto ela esteve à frente do cofre. Foi professora na Escola de Comércio, igualmente severa. Pelas costas, zombavam dela em tempo integral. Não granjeou simpatia de ninguém até hoje. No conceito dela ninguém prestava, menos o lendário Edson Schramm. Um amor platônico, eu acho.
Tal desempenho de honestidade com o bem público era frequentemente desmerecido pela forma áspera com que tratava as pessoas, de perto ou de longe. E isso dura até hoje, do alto de seus 90 e tantos anos, estourando com um ou outro sobrinho dali de perto, que a ajudam em tudo.
Isso sem falar que vive às turras com os vizinhos, principalmente com a sogra do prefeito e o cunhado e irmã de Marlene, minha estimada amiga e colega de tantos anos. O motivo gira sempre em torno dos seus gatos, que insistem em passear no quintal alheio.
No próximo capítulo, escrevo sobre as três cunhadas, esposas de seus irmãos. Prepare-se…